terça-feira, 19 de dezembro de 2017

MOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL - UMA FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM


Rosângela de Sousa Oliveira¹
Jorsinai Argolo Souza²


INTRODUÇÃO
           
A Motricidade tem um papel central no desenvolvimento humano e apresenta estreita relação com os processos de aprendizagem na ordem afetiva, social e intelectual, possibilitando as crianças descobrir o mundo exterior através do seu corpo.
A partir das relações que a criança vai estabelecendo na escola e em seu ambiente, elas desenvolvem relações que envolvem expressões importantes no processo de sua aprendizagem. Exemplo disso são atividades que proporcionam a vivência de diferentes movimentos do corpo, onde a criança desenvolve os seus aspectos físico-motores e, ao mesmo tempo, pode ser levada a entender os significados de sua movimentação. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI/BRASIL, 1998)
O trabalho com movimento contempla a multiplicidade de funções e manifestações do ato motor, propiciando um amplo desenvolvimento de aspectos específicos da motricidade das crianças, abrangendo uma reflexão acerca das posturas corporais implicadas nas atividades cotidianas, bem como atividades voltadas para a ampliação da cultura corporal de cada criança. (p.15)


As habilidades básicas são condições mínimas para uma boa aprendizagem, e constituem a estrutura da educação psicomotora que é tão importante no processo de ensino aprendizagem. Para que ocorra esse desenvolvimento psicomotor, o professor precisa construir e reconstruir o seu saber, a partir de meios e estratégias para estimular suas crianças  no desenvolvimento desse processo. Os principais aspectos a serem destacados são: esquema corporal, lateralidade, organização espacial e estruturação temporal. Também é importante trabalhar as percepções e a motricidade ampla e fina.
Le Boulch (1987) ressalta a importância do desenvolvimento motor, afetivo e cognitivo da criança na fase inicial escolar. Para que o trabalho psicomotor seja realizado com sucesso é necessário que os exercícios sejam bem explorados, pois ao conhecer seu próprio corpo, a criança necessita ter a imagem do corpo, o conceito do corpo e a elaboração do esquema corporal. Segundo Le Boulch:
A estruturação do esquema corporal organiza-se a partir de uma estreita interligação entre duas imagens. Como resultado, a criança dispõe de uma imagem do corpo ‘operatório’ no sentido piagetiano, um suporte que permite programar mentalmente ações em torno do objeto e também em torno de seu próprio corpo. (2001, p. 19)

Através das sensações, mobilizações e deslocamento a criança percebe seu próprio corpo. Segundo Le Boulch (1987), é de grande importância à educação pelo movimento no processo escolar, uma vez que seu objetivo central é contribuir para o desenvolvimento motor da criança. Sendo o corpo a origem das habilidades cognitivas, a estimulação do desenvolvimento psicomotor tornando-se necessário no processo global de aprendizagem.
Desse modo, o objetivo deste artigo é elucidar a importância da Motricidade para o desenvolvimento infantil como ferramenta de aprendizagem.

METODOLOGIA

O presente trabalho visa apresentar o resultado das observações e intervenções sobre a Motricidade na Educação Infantil realizadas no Centro de Educação Infantil Laudinei Silva Nascimento, na turma do Pré II, turno matutino, composta por crianças de 05 anos de idade.
Durante três semanas de observações, surgiram algumas indagações sobre o posicionamento da regente em relação à questão do uso da Motricidade em sala de aula, através de atividades lúdicas, que contribuísse no desenvolvimento motor e afetivo das crianças. Desse modo, constatou-se que seria necessário planejar intervenções que trabalhassem a Motricidade, com a finalidade de contribuir no processo de aprendizagem, tornando o ambiente educativo mais agradável, prazeroso e lúdico para as crianças.
Sendo assim, foi elaborado um plano de intervenção, contemplando atividades relacionadas à: música, dança e circuitos psicomotores, envolvendo sempre o movimento corporal das crianças.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As intervenções aconteceram em três momentos: no primeiro momento as crianças eram acolhidas com exercícios de relaxamento com música instrumental, estimulando o imaginário, de forma calma e serena, sentindo-se menos inquietas para o próximo momento. Para Boulch (1982), na educação infantil, a educação psicomotora possui um papel relevante na prevenção das dificuldades escolares, ou seja, ela promove um desenvolvimento total do individuo.
[…] A educação psicomotora concerne uma formação de base indispensável a toda criança que seja normal ou com problemas. Responde a uma dupla finalidade: assegurar o desenvolvimento funcional tendo em conta possibilidades da criança e ajudar sua afetividade a expandir-se e a equilibrar-se através do intercambio com o ambiente humano (LE BOULCH, 1982, p.13).

Seguindo uma sequência didática, o segundo momento, foi dos circuitos psicomotores como o objetivo de desenvolver habilidades como andar, correr, subir, descer, saltar, rastejar, alcançando assim o objetivo de trabalhar coordenação motora fina e grossa, lateralidade, noção de espaço.
O terceiro momento envolvia o eixo das Artes, como música e dança, as crianças se divertiam bastante nessa aula e dançavam com entusiasmos: cabeça, ombro, joelho e pé; dança do canguru;  mosquito tic; morto vivo) no comando das bolsistas.
Diante dos trabalhos realizados foi possível perceber, na prática, que a Motricidade é uma grande aliada no processo de aprendizagem da criança. Foram utilizadas atividades diversificadas no desenvolvimento das crianças, cumprindo um roteiro de plano de aulas com o objetivo de sustentar três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto. Não ficamos restritas a desenvolver atividades apenas com lápis e papel, mas possibilitamos uma aprendizagem de forma lúdica, divertida, prazerosa, que permitiu o movimento do corpo e a socialização das crianças.
Sem dúvida, a Motricidade é uma grande aliada para a aprendizagem dos conteúdos do currículo da educação Infantil de forma lúdica, divertida e prazerosa. Além disso, por meio de atividades motoras, é possível identificar o momento do desenvolvimento que a criança está vivendo. Sendo assim, Le Boulch (1982) nos alerta que para compreender a criança, seu desenvolvimento e ação é preciso, saber qual estágio psicomotor ela se encontra, acreditar em suas potencialidades, proporcionando situações de vivências que a desafie.
A partir da execução das atividades de motricidade, observamos como foi ampliada a capacidade de atenção das crianças; o processo de socialização e interações em grupos; independente sexo ou etnia; a expansão de seus movimentos e exploração corporais, havendo estimulação dos aspectos o motores, afetivo e cognitivo.  

CONCLUSÕES OU CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Motricidade pode ser desenvolvida de maneira prazerosa e lúdica, possibilitando a participação de todos os alunos, a fim de quebrar esse muro construído entre professor e aluno. No âmbito dos saberes pedagógico, a autonomia deve ser recíproca tanto para educador quanto para o educando. O professor como mediador entre conhecimento e o lúdico, faz o ato de educar um compromisso consciente intencional, de esforço, sem perder o caráter de prazer, de satisfação individual e coletiva.
Nesse sentido, necessário se faz propiciar experiências que favoreçam a motricidade global, contribuindo no desenvolvimento integral das crianças.

REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.

COSTA, Arlindo. Metodologia da pesquisa Científica. Mafra-SC-Edição 2006.

LE BOULCH, Jean. O desenvolvimento psicomotor: do nascimento até 6 anos. Trad. por Ana Guardiola Brizolara. Porto Alegre: Artes Médicas, 3ª. Ed., 1982.

_________ Educação Psicomotora: psicogenética na idade escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987





¹Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UEBS. Bolsista de Iniciação a Docência do Subprojeto de Pedagogia. Rosângela de Sousa Oliveira. E-mail:rosangelaoliverbarros@hotmail.com
²Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB. Coordenador do Subprojeto de Pedagogia Jorsinai Argolo Souza naiargolo123@gmail.com








TRABALHANDO A ORALIDADE ATRAVÉS DA LITERATURA INFANTIL



            Patrícia Batista dos Santos [1]
Anna Flávia Brito Pales [2]
Jorsinai Argolo[3]
INTRODUÇÃO

A educação infantil tem a função de “promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral” [...] e também [...] “constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças.” Brasil (1998, p.117).
Comprova-se, portanto, a importância de trabalhar a oralidade com as crianças, com intuito de ampliar seus conhecimentos e facilitar seu aprendizado, pois sabemos que é na interação e comunicação entre os alunos que estes desenvolvem seus conhecimentos. Para Augusto (2011, p. 52) “a linguagem oral está presente no cotidiano das instituições de educação infantil, mas nem sempre é tratada como algo a ser intencionalmente trabalhado com as crianças.” e por pensarem que a fala é desenvolvida naturalmente, alguns professores não dão a devida atenção a esse elemento fundamental.
Acreditamos que “a criança expressandose oralmente, amplia seus horizontes de comunicação, exercita o pensar, socializase, organiza a sua mente, interpreta o mundo, expõe ideias, debate opiniões, expressa sentimentos e emoções [...]” Chaer (2012, p.73). Além disso, “a leitura de histórias é um momento em que a criança pode conhecer a forma de viver, pensar, agir e o universo de valores, costumes e comportamentos de outras culturas situadas em outros tempos e lugares que não o seu” Brasil (1998, p. 144).
Nessa direção, o Referencial Curricular Nacional diz que o diálogo, ou seja, a oralidade serve também para ampliar a capacidades das crianças na aprendizagem:
[...] a roda de conversa é o momento privilegiado de diálogo e intercâmbio de ideias. Por meio desse exercício cotidiano as crianças podem ampliar suas capacidades comunicativas, como a fluência para falar, perguntar, expor suas ideias, dúvidas e descobertas, ampliar seu vocabulário e aprender a valorizar o grupo como instância de troca e aprendizagem. (BRASIL, 1998, p. 138).

Sendo assim, evidenciamos a importância de desenvolver a linguagem oral das crianças; trabalhar a interação entre crianças e professor; ampliar o vocabulário através da literatura e estimular a criança a expressar-se sobre os textos lidos.

METODOLOGIA

Esta pesquisa foi realizada em uma escola de educação infantil no município de Itapetinga-Ba, numa turma de pré II no turno vespertino, numa sala com 24 crianças com idade de 5 anos. Durante as observações notamos que as aulas eram ministradas mecanicamente e as crianças sentadinhas faziam as atividades direcionadas e sempre recebiam ordens de permanecerem quietas. Não vimos em nenhum período das aulas um momento de interação das crianças com as crianças ou professora e não houve um momento de acolhimento antes das tarefas tais como: músicas, brincadeiras ou uma roda de conversa.
Nessa direção, foi identificada a necessidade de trabalhar com mais ênfase a oralidade das crianças. Sendo assim, as intervenções foram desenvolvidas através de sequência didáticas com o objetivo de trabalhar a linguagem oral através da Literatura Infantil.
 Na primeira intervenção realizada, trabalhamos com a contação da história das Três Árvores, utilizando um avental e imagens ilustrando o texto. Em seguida, estimulamos as crianças para uma reflexão do texto pedindo que elas relatassem a história e falassem o que queria ser quando crescer. Nesse mesmo momento, fizemos uma roda de conversa, cantamos algumas músicas e para finalizar as crianças confeccionaram cartazes com desenhos da história.
Na segunda intervenção, foi feita a leitura da história de João e Maria versão de Ruth Rocha. Em seguida, foi proposta uma caçada a casa de doces pelo pátio da escola e a confecção do livro com as imagens da história para que as crianças pudessem fazer o reconto através das ilustrações.
Na terceira, trabalhamos com leitura da história “Será mesmo que é Bicho?” de Ângelo Machado, no qual explanava sobre o corpo humano.  Com isso, confeccionamos um quebra-cabeça e desenvolvemos a atividade em grupo assim as crianças iam se socializando uma com as outras.
Na intervenção seguinte, o momento literário foi com a história “O menino Nito” de Sônia Rosa, onde fizemos a brincadeira: O que é o que?  utilizando o livro: Adivinhe se puder de Eva Furnari. Depois, realizamos a brincadeira do telefone sem fio, utilizando frases da história “O menino Nito” e também solicitando às crianças que criassem outras frases, eles inventaram: “Lucas caiu e chorou! Chorar é bom! Nito é chorão,” dentre outras.
Na sexta intervenção, contamos a história “O cabelo de Lelê” de Valéria Belém, utilizando um gráfico com imagens onde as crianças identificavam os cabelos que melhor os representavam. Em seguida, fizeram o desenho do seu auto-retrato, relatando para os colegas como se veem.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A linguagem oral é tão importante quanta atividade escritas para o desenvolvimento da aprendizagem da criança. Na verdade a linguagem oral é um dos fatores determinante para a construção da escrita, pois é ela que vai fazer a associação na hora da escrita como deixa claro o RCNEI (1998) quando afirma que “[...] o processo de letramento está associado tanto à construção do discurso oral como do discurso escrito”, essa deve sempre ser estimulada tanto em casa com os pais como na escola, é esse estímulo que vai dá a criança segurança, habilidade e desempenho na hora de desenvolver qualquer atividade no seu cotidiano.
É a linguagem oral que insere a criança no meio social, sua fala deve sempre ser ouvida e estimulada por quem o cerca. Durante todos os trabalhos realizados na sala de aula do pré II, estimulamos de todas as formas a comunicação e interação entre as crianças e até mesmo conosco. Depois das leituras ou contação das histórias, fazíamos sempre a roda de conversa, perguntando e fazendo com que eles recontassem as histórias. Indagávamos a estabelecer a relação que a história tinha com a vida deles, se já tinham vivido o que contava a história, fazendo com que eles pensassem. Acerca disso, o RCNEI sinaliza:
[...] quanto mais às crianças puderem falar em situações diferentes, como contar o que lhes aconteceu em casa, contar histórias, dar um recado, explicar um jogo ou pedir uma informação, mais poderão desenvolver suas capacidades comunicativas de maneira significativa (BRASIL, 1998, p.121).
Com isso, percebemos que as crianças estavam mais atentas às leituras e bem mais comunicativas. Nas primeiras aulas, elas quase não se posicionavam, nem interagiam. Após as intervenções, as crianças foram se desenvolvendo também em outras atividades na sala de aula. 
Buscamos fazer atividades diferentes e criar situações nas quais estimulassem a expressão das crianças. Na contação da história das Três Árvores, perguntamos o que eles queriam ser quando crescer? Os alunos ficaram pensando e um deles falou: “quero ser policial, tia!” A partir daí os outros tomaram coragem e começaram a falar: “eu quero ser bailarina” Outros disseram: “bombeiro”, “médico”, “veterinário”, “sereia”, “cantora”, “professora”, e tantos outros profissionais que eles sonhavam ser. Esse momento foi tão interessante que as crianças não paravam de falar e comentar sobre o que cada um queria ser e pareciam muito felizes com esse estimulo.
A segunda atividade foi também bastante interessante. Depois da leitura da história de João e Maria, durante a socialização eles recontaram a história falando o que gostaram e que não gostaram. Perguntamos por que os pais de Maria e João queriam abandoná-los? E eles responderam: “era porque eles eram pobres e não tinha comida para dá para os filhos”.
Nas atividades de intervenção procurávamos sempre ir por esse viés, trazer para as crianças algo novo que entusiasmasse a participar das atividades, uma roda de conversa, o reconto da história narrado por eles, dramatização, brincadeiras e jogos. Promovendo sempre uma discussão do que foi exposto. 
Ao fim dos trabalhos de intervenções, percebemos a importância de trabalhar a oralidade através da Literatura como auxilio para o desenvolvimento do aprendizado da criança na educação infantil e como a torna mais apto a outras habilidades.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A linguagem oral possibilita a criança participar das diversas práticas sociais. Sendo assim, é de suma importância trabalhar a oralidade desde a educação infantil. Portanto, compreendemos que o professor apresenta grande importância nesse processo, pois é nas instituições escolares que as crianças passam a maior parte de seu tempo, é nela que ela constrói laços e, por isso, o professor pode criar meio e possibilidades de desenvolver nos alunos muitas habilidades.
Nessa direção, o professor deve buscar situações nas quais a criança desenvolva sua oralidade, promovendo atividades, como a roda de conversas, dramatização, músicas, trava-língua, ler e pedir aos alunos que recontem a história entre outros. Esse tipo de atividades proporciona a criança momentos de interação fazendo com que ela se torne mais comunicativa.

REFERÊNCIAS

AUGUSTO, Silvana de Oliveira. A linguagem oral e as crianças: possibilidades de trabalho na educação infantil. Educação Infantil: diferentes formas de linguagem expressivas e comunicativas. Caderno de formação: didática dos conteúdos formação de professores. Universidade Estadual Paulista. Pró-Reitoria de Graduação. UNIVESP, São Paulo: Cultura Acadêmica, 2011, v. 1, p. 52-64.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil — Brasília: MEC/SEF, 1998. V3.
CHAER, Mirella Ribeiro; GUIMARÃES, Edite da Glória Amorim. A importância da oralidade: educação infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental. Pergaminho, (3): p. 71- 88, nov. 2012.




[1] Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bolsista de iniciação a docência.
email: pattybatistinha@hotmail.com
[2] Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bolsista de iniciação a docência,
email:  flaviapalles21@hotmail.com
[3] Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia ,Coordenadora da Linha de ação de Educação infantil. email: naiargolo123@gmail.com





LITERATURA INFANTIL ATRAVÉS DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA



LITERATURA INFANTIL ATRAVÉS DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

            Êmille da Silva Cabral ¹
Jorsinai de Argôlo Souza²

INTRODUÇÃO

A Educação Infantil é uma fase ideal para a formação do interesse das crianças pela leitura. Segundo Abramovich (2009, p. 14) "é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas histórias [...] Escutá-las é o início da aprendizagem para ser leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo". Diante dessa realidade uma das formas de despertar nas crianças o gosto pela leitura, é através da prática da contação de histórias, pois além de estimular o interesse pela literatura infantil, contribui para o processo de ensino-aprendizagem na Educação Infantil. Nessa direção, Aroeira (1996, p. 141) afirma “Contar histórias é uma experiência de grande significado para quem conta e para quem ouve”.
Segundo o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI, 1991, v.3, p.140) “A narrativa pode e deve ser porta de entrada da criança para os mundos criados pela literatura”, pois o momento de contação de histórias é uma atividade de estimulo á imaginação e criatividade.  Pode-se envolver também, canções no momento em que a história está sendo contada, estimulando a oralidade das crianças.  Sendo assim, a literatura infantil nos leva para um mundo imaginário, no qual as crianças se alegram, se divertem, despertam para curiosidades e se concentram para o momento das historinhas.
A fantasia faz parte do mundo imaginário, sendo a infância uma fase diretamente ligada á esse mundo de fantasia. Corso sinaliza que “a paixão pela fantasia começa muito cedo, não existe infância sem ela, e a fantasia se alimenta da ficção, portanto não existe infância sem ficção” (CORSO 2006, p. 17).  Portanto, quando o professor aproxima seus alunos da leitura e da contação de histórias ele explora esse imaginário, pois segundo Vygostky:
A importância do trabalho criador (imaginativo) se verifica no desenvolvimento da criatividade infantil, na evolução e no amadurecimento da criança, pois no plano imaginário podem ser observados os desenvolvimentos cognitivos, pelo raciocínio estimulado, assim como a memória... (VYGOTSKY, 1996, p. 18)


Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar relatos de experiência com a literatura infantil através da contação de histórias.

METODOLOGIA

Desenvolvemos nossas atividades no Centro de Educação Infantil Professora Luiza Ferraz, localizada num bairro periférico do município de Itapetinga, interior da Bahia, que atende alunos de idade escolar entre 04 e 06 anos. As observações participantes foram realizadas na turma do pré I e verificamos que havia uma carência na prática docente relacionada ao trabalho com a literatura infantil, em especial na contação de histórias. 
            Durante todas as intervenções exploramos o cantinho da leitura, existente na sala de aula com a leitura deleite. Em uma das intervenções a leitura deleite foi de um livro chamado “O grande rabanete” de Tatiana Belinky.  Após a leitura, ainda no cantinho da leitura, sempre há espaço para diálogo com as crianças sobre o livro e suas vivências, então logo montamos uma roda de leitura no chão, explorando o espaço da sala.
Em outra intervenção, confeccionamos um avental, com velcro, para contação da história “Maria vai com as outras” de Sylvia Orthoff, que relata a história da ovelha Maria que era maria-vai-com-as-outras, até o dia que descobriu que cada um pode ter o seu próprio caminho. Á medida que a história estava sendo contada, os personagens eram fixados no avental. Em seguida, conversamos sobre o livro e depois, as crianças, juntamente com nosso auxilio, confeccionaram uma maquete representando o local por onde as ovelhas passaram na história usando tinta para pintar o isopor. Foi criado o pasto das ovelhas, também montaram as ovelhinhas com colagem de algodão para colocar no pasto feito com a maquete.
Outra intervenção bastante significativa foi a contação de uma história que criamos sobre os animais. Durante a cotação, as crianças reproduziam os sons e os gestos dos bichos conosco. Além disso, também apresentamos a primeira letra do nome dos animais associando as letras inicias do nome de cada aluno e, em seguida, reproduzimos, no espaço da sala de aula, o habitat dos animais, com flores e folhas, em um circuito com obstáculos para que as crianças caminhassem.
Também trabalhamos com outras histórias, clássicos como Três porquinhos e Chapeuzinho vermelho, a contação foi através de dramatização. E outros como Cachinhos dourados e os Três ursinhos, Menina bonita do laço de fita, que a contação foi realizada com fantoches, entre outros.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nas primeiras observações detectamos que as crianças tinham uma curiosidade e vontade de ter mais contato com os livros e ouvir histórias, pois solicitavam sempre. Porém, nos momentos em que estávamos em sala de aula, observando, esses momentos não aconteciam. Desse modo, proporcionar intervenções voltadas para a contação de história foi significativo para essa turma. Conforme o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998, p. 143, v.3):  
A intenção de fazer com que as crianças, desde cedo, apreciem o momento de sentar para ouvir histórias exige que o professor, como leitor, preocupe-se em lê-la com interesse, criando um ambiente agradável e convidativo á escuta atenta, mobilizando a expectativa das crianças [...].

Percebemos que a cada intervenção as crianças estavam mais concentradas e interessadas em ouvir as histórias e também mais envolvidas no momento das atividades propostas. Também aprenderam a interagir melhor, pois sempre levamos atividades para serem executadas em grupo para ajudar nessa parte de socialização entre as crianças e no seu desenvolvimento integral. Nesse sentindo, Rossini afirma que:
As histórias favorecem o desenvolvimento da linguagem, do pensar em suas fases evolutivas: imagem, imaginação criadora, observação, dedução e julgamento. Dizem que os olhos são os espelhos da alma e a fala é o espelho da personalidade. (ROSSINI, 2001, p.56).

Em todas as intervenções exploramos a leitura de livros com a “leitura deleite”, momento importante de diálogo e socialização das crianças no cantinho da leitura existente na sala de aula.  Esse espaço foi organizado pela escola para esses momentos de contato da criança com os livros, porém estava sendo pouco utilizado.  Exploramos também a contação de histórias na qual o enredo e os personagens ganham vida através da criatividade do narrador e seus instrumentos e, dessa forma, incentiva não somente a imaginação, mas o gosto e o hábito da leitura, aguçando também a curiosidade da criança, pois contação de histórias está ligada ao imaginário infantil.
Foi importante também estimular a autonomia das crianças, irem ao cantinho da leitura pegar o livro de sua preferência para ler. Após o término, poderia repassar o livro para os colegas. Sendo assim, além da leitura e o gosto por livros, exercitam também a interação e socialização.
Durante as intervenções também estimulamos o movimento corporal das crianças, auxiliando no desenvolvimento da coordenação motora. Foram momentos de aprendizagem e diversão, afinal criança também aprende brincando. “Na brincadeira, a criança cria outros mundos e se comporta além do habitual e cotidiano. A criança vivencia-se no brinquedo como se ela fosse maior do que é na realidade”. (L.S. Vygostky, 1991, p.117).
Enfim, avaliamos que as crianças foram contagiadas pela leitura, pois elas já nos recebiam com expectativa, pedindo para contarmos mais historinhas. Entendemos as grandes contribuições que a literatura proporcionou para as crianças, pois:  
O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatral, o imaginar, o brincar, o ver o livro, o escrever, o querer ouvir de novo (a mesma história ou outra). Afinal, tudo pode nascer dum texto! (ABRAMOVICH, 1991, p. 23).


CONCLUSÕES OU CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluímos que a presença da literatura infantil é fundamental e indispensável na educação infantil. A criança pode e deve ter contato contínuo com os livros na escola e ser livre para criar suas fantasias e usar seu imaginário ouvindo e vivenciando a contação de história.  
A escola deve dá atenção especial a contação de histórias, como uma rotina inserida nas aulas, pois a mesma contribui na aprendizagem das crianças, conforme afirma Dohme (2011, p.18) “com as histórias, pode-se trabalhar aspectos internos e educacionais de uma criança.”
 
REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 2009
AROEIRA, M.; SOARES, M.; MENDES, R. Didática de pré-escola: vida e criança: brincar e aprender. São Paulo: FTD, 1996, p. 167.
 CORSO, Diana L. & Mario. Fadas no divã. A psicanálise nas histórias infantis. Porto Alegre: Artmed, 2006.
DOHME, Vania D’Angelo. Técnicas de contar histórias: um guia para desenvolver as suas habilidades e obter sucesso na apresentação de uma história. Petrópolis, RJ: Editora: Vozes, 2011
MIGUEZ, Fátima. Nas arte-manhas do imaginário infantil. 14. ed. Rio de Janeiro: Zeus, 2000.
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - Brasília MEC/SEF, 1998. 3V. Disponível em:< http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf . Acessado em: 19 de Julho de 2017.
ROSSINI, Maria Augusta Sanches. Pedagogia afetiva. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2002.
VYGOTKY, L.S “A formação social da mente”, Editora Martins Fontes, 1991.
VIGOTSKY, L S. La imaginación y el arte em la infância. (Ensayo psicológico). 3. ed. Madrid, Espanha: Akal., 1996.





¹Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB. Bolsista de Iniciação à docência. Email:emillecabral87@gmail.com
²Coordenadora do PIBID- Linha de Ação Educação Infantil. Email: naiargolo@hotmail.com










O LÚDICO NA LITERATURA INFANTIL


 Valdicélia Santos Chaves [1]
Jorsinai de argolo Souza[2]

INTRODUÇÃO

A literatura é a arte da palavra escrita ou falada. É através dela que podemos criar recriar e transcrever a realidade. Ela tem a missão de surpreender, desconcertar as perspectivas do leitor, além de ter o poder de mudar sua visão em relação aquele texto.
Segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil, a Literatura desperta o prazer e alimenta a imaginação. Sendo assim, o documento indica o papel do professor nesse processo:
Ter acesso à boa literatura é dispor de uma informação cultural que alimenta a imaginação e desperta o prazer pela leitura. A intenção de fazer com que as crianças, desde cedo, apreciem o momento de sentar para ouvir histórias exige que o professor, como leitor, preocupe em lê-la com interesse, criando um ambiente agradável e convidativo à escuta atenta, mobilizando a expectativa das crianças, permitindo que elas olhem o texto e as ilustrações enquanto a história é lida Conforme aponta o RCNEI (1998, p. 144).


Estudos comprovam que a literatura infantil é muito importante para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. Como afirma Abramovich:
                                      É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranquilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente o que as narrativas provocam em quem as ouve – com toda amplitude, significância e verdade que cada uma delas fez (ou não) brotar... Pois é ouvir, sentir, enxergar com os olhos do imaginário. (2005, p. 17).


Desse modo percebe-se que é através da história que estimulamos a fantasia, principalmente associando-a com a ludicidade. O lúdico exerce um papel fundamental no processo educativo, principalmente na educação infantil, pois através das brincadeiras, jogos e historias, trabalha-se habilidade motora e cognitiva, estimula a memoria, aumenta a concentração, agilidade e a criatividade. Segundo Feijó (1992), lúdico é uma necessidade básica da personalidade, do corpo e da mente e faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana.                                                                                                                                           Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é relatar as experiências que tivemos com as intervenções, onde elaboramos um projeto de literatura infantil, que trabalhamos de forma lúdica, dinâmica e divertida, dando asas á imaginação das crianças através das historias infantis, com a finalidade de despertar o interesse pela Literatura.


METODOLOGIA

            Este trabalho foi realizado a partir das experiências vividas como bolsistas do programa PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência), na linha de ação da Educação infantil e em parceria com a escola Luíza Ferraz, em uma sala de pré II no turno vespertino.                                                               Antes de começar as nossas intervenções, ficamos um período observando para detectar quais eram as necessidades da turma. Observamos essa turma durante quatro dias e percebemos que as crianças não participavam muito das aulas. A professora vivia chamando atenção e, ás vezes, não tinha muita paciência.
            A turma era composta de vinte e cinco crianças e o espaço físico da sala apresentava boa estrutura, o ambiente era lúdico, possui cantinho de leitura, mas infelizmente a professora não utilizava bem os recursos.
            Visto que a professora regente não tinha o habito de promover a leitura, nem a contação de historia na sala, decidimos trabalhar com o lúdico na literatura infantil, atendendo assim uma necessidade da turma.
            Sendo assim, elaboramos o projeto de literatura infantil: Aprender brincando, dando asas à imaginação! Esse projeto foi trabalhado durante oito intervenções, onde foram contadas várias historinhas infantis, de forma lúdica e prazerosa e as crianças viajavam no mundo da imaginação.



RESULTADOS E DISCUSSÃO

             Trabalhamos várias historias infantis, dentre elas, a historinha dos três porquinhos, que foi trabalhada em forma de sequência didática, durante três intervenções. Contamos essa historinha na primeira intervenção através de fantoche, depois solicitamos que as crianças recontassem a historia, de acordo com as imagens do livro, Em seguida, pedimos para que cada um desenhasse livremente o que eles mais gostaram da historia e depois eles pintaram umas máscaras dos personagens da historia, pois eles iriam usar no ultimo dia dessas sequencia didática, onde iremos dramatizar essa historia.
            Na segunda intervenção, exibimos um vídeo relacionado com a historinha dos três porquinhos e comentamos sobre a historinha ressaltando sobre os tipos de moradias que os três porquinhos construíram. Logo depois, fizemos a brincadeira do coelhinho sai da toca e encerramos essa intervenção elaborando junto com eles três painéis com os tipos de casas referentes a historia, pois íamos utilizar na próxima intervenção.
            Na terceira e última intervenção relacionada a essa história dos três porquinhos, brincamos com o jogo da memória com as imagens relacionadas a história. Em seguida, fizemos a dramatização e todos participaram com muito entusiasmo e se divertiram muito atuando. Nesse sentido trazemos Meireles (1984, p.48), enfatiza que:
                                      A boa memória, o talento interpretativo, o inventivo – a imaginação, a mimica, a voz, toda arte de representar – a capacidade de utilizar oportunamente o repertório fazem dos contadores de história, ainda hoje, personagens indispensáveis a determinado ambiente.

            Contamos também outras historias como: O grande rabanete, Pinóquio, O gato de botas e historias só com imagens, onde as crianças podiam criar sua própria historia a partir das imagens. Trabalhando sempre de forma diversificada, através de jogos e brincadeiras, utilizando vários recursos, procurando de varias maneiras estimular o imaginário e o prazer que a leitura proporciona.       
            A literatura ou mais especificamente a contação de história tem uma influencia muito grande no desenvolvimento psicossocial e cognitivo da criança. E por isso é interessante que o educador saiba que há uma diferença entre ler e contar historia e ambos somos importantes para ser trabalhadas na educação infantil.  Ler é você abrir um livro e começar a narrar a historia, mostrar as ilustrações referentes àquela história. Contação de história não, ela requer toda uma preparação, é preciso você envolver os ouvintes com a história, faze-los viajar nas palavras ouvidas, é você fazer caras e bocas, imitar as falas dos personagens, enfim é você virar um artista na hora da contação da história.
            No que se refere à leitura de histórias o RCNEI (Brasil, 1998, p. 143), aponta que:
A leitura de histórias é um momento em que a criança pode conhecer a forma de viver, pensar, agir e o universo de valores, costumes e comportamentos de outras culturas situadas em outros tempos e lugares que não o seu. A partir daí ela pode estabelecer relações com sua forma de pensar e o modo de ser do grupo social ao qual pertence.

            A partir das historias as crianças tiveram a oportunidade de conhecer outras culturas, outros lugares, procurando sempre relacionar com sua realidade. Diferentes autores como Abramovich (1997), Meireles (1984) e Coelho (2002), apontam que para que o educador passe toda emoção da história e para que o ouvinte possa sentir toda essa emoção é fundamental que o narrador leia o texto antes, sem correr o risco de ter que improvisar e acabar com o momento mágico da contação da história.                                                                Os resultados vieram a partir das realizações das atividades proposta, onde as crianças tiveram uma excelente aceitação ao tema, pois houve muita participação, empenho, motivação e interação de todos os alunos em relação a todo o trabalho realizado durante essas intervenções. Percebemos que antes de iniciar com esse projeto de literatura as crianças eram tímidas, não participavam muito das aulas, viviam retraídas, mas depois das realizações das atividades e da contação das historias, elas melhoraram bastante, pois houve muita interação e participação de todas. Foi muito importante e gratificante trabalhar essa temática com essas crianças, visto que sortiu um grande impacto para a formação emocional e cognitiva das mesmas.                                                                                                                                     Sabemos o quanto a contação de história é importante na educação infantil, pois fortalecem os vínculos sociais e educacionais, por isso é essencial que os professores utilizem essa ferramenta para o desenvolvimento da criança, despertando assim pequenos leitores e estimulando para o mundo da imaginação. Segundo Abramovich (2005):
[...] é importante para formação de qualquer criança ouvir, muitas historias... Escutá-las é o inicio da aprendizagem para ser um bom leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo... (p.16)

             Desse modo conclui-se que a literatura tem que ser trabalhada na educação infantil de forma prazerosa, visto que as crianças aprendem se divertindo, através de jogos, brincadeiras, músicas. Enfim, esse projeto foi bem estruturado e executado da melhor maneira possível, proporcionando momentos de descoberta, participação e colaboração de cada criança tornando-os sujeitos autônomos e cooperativos durante todo o processo.


CONCLUSÕES OU CONSIDERAÇÕES FINAIS

No decorrer deste projeto constatamos o quanto a literatura é fundamental na educação infantil, pois estimula o conhecimento, a criatividade e a imaginação, além de desenvolver o que é o mais importante para a formação educacional de uma criança, que é o gosto e o prazer pela leitura. Por isso, ela tem que ser uma prática rotineira na sala de aula, e o professor precisa trabalhá-la de forma envolvente e construtiva, procurando sempre diversificar as atividades, buscando recursos que façam as crianças se apaixonar por esse mundo mágico que é a leitura.


REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. 5 Edição. São Paulo: Scipione, 2005.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretária da Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a educação infantil/ Secretaria de Educação Fundamental - Brasília: MEC/SEF, 1998.
FEIJÓ, Olavo. Corpo e movimento: uma psicologia para o esporte. Rio de Janeiro: Shape, 1992.
MEIRELES, Cecília. Problemas de Literatura Infantil. 4.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.




[1]Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB. Bolsista de Iniciação a Docência do Subprojeto Pedagogia valdicelia300481@gmail.com
[2] Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB. Coordenadora da Linha de ação de Educação Infantil valdicelia300481@gmail.com