terça-feira, 19 de dezembro de 2017

LITERATURA INFANTIL ATRAVÉS DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA



LITERATURA INFANTIL ATRAVÉS DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

            Êmille da Silva Cabral ¹
Jorsinai de Argôlo Souza²

INTRODUÇÃO

A Educação Infantil é uma fase ideal para a formação do interesse das crianças pela leitura. Segundo Abramovich (2009, p. 14) "é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas histórias [...] Escutá-las é o início da aprendizagem para ser leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo". Diante dessa realidade uma das formas de despertar nas crianças o gosto pela leitura, é através da prática da contação de histórias, pois além de estimular o interesse pela literatura infantil, contribui para o processo de ensino-aprendizagem na Educação Infantil. Nessa direção, Aroeira (1996, p. 141) afirma “Contar histórias é uma experiência de grande significado para quem conta e para quem ouve”.
Segundo o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI, 1991, v.3, p.140) “A narrativa pode e deve ser porta de entrada da criança para os mundos criados pela literatura”, pois o momento de contação de histórias é uma atividade de estimulo á imaginação e criatividade.  Pode-se envolver também, canções no momento em que a história está sendo contada, estimulando a oralidade das crianças.  Sendo assim, a literatura infantil nos leva para um mundo imaginário, no qual as crianças se alegram, se divertem, despertam para curiosidades e se concentram para o momento das historinhas.
A fantasia faz parte do mundo imaginário, sendo a infância uma fase diretamente ligada á esse mundo de fantasia. Corso sinaliza que “a paixão pela fantasia começa muito cedo, não existe infância sem ela, e a fantasia se alimenta da ficção, portanto não existe infância sem ficção” (CORSO 2006, p. 17).  Portanto, quando o professor aproxima seus alunos da leitura e da contação de histórias ele explora esse imaginário, pois segundo Vygostky:
A importância do trabalho criador (imaginativo) se verifica no desenvolvimento da criatividade infantil, na evolução e no amadurecimento da criança, pois no plano imaginário podem ser observados os desenvolvimentos cognitivos, pelo raciocínio estimulado, assim como a memória... (VYGOTSKY, 1996, p. 18)


Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar relatos de experiência com a literatura infantil através da contação de histórias.

METODOLOGIA

Desenvolvemos nossas atividades no Centro de Educação Infantil Professora Luiza Ferraz, localizada num bairro periférico do município de Itapetinga, interior da Bahia, que atende alunos de idade escolar entre 04 e 06 anos. As observações participantes foram realizadas na turma do pré I e verificamos que havia uma carência na prática docente relacionada ao trabalho com a literatura infantil, em especial na contação de histórias. 
            Durante todas as intervenções exploramos o cantinho da leitura, existente na sala de aula com a leitura deleite. Em uma das intervenções a leitura deleite foi de um livro chamado “O grande rabanete” de Tatiana Belinky.  Após a leitura, ainda no cantinho da leitura, sempre há espaço para diálogo com as crianças sobre o livro e suas vivências, então logo montamos uma roda de leitura no chão, explorando o espaço da sala.
Em outra intervenção, confeccionamos um avental, com velcro, para contação da história “Maria vai com as outras” de Sylvia Orthoff, que relata a história da ovelha Maria que era maria-vai-com-as-outras, até o dia que descobriu que cada um pode ter o seu próprio caminho. Á medida que a história estava sendo contada, os personagens eram fixados no avental. Em seguida, conversamos sobre o livro e depois, as crianças, juntamente com nosso auxilio, confeccionaram uma maquete representando o local por onde as ovelhas passaram na história usando tinta para pintar o isopor. Foi criado o pasto das ovelhas, também montaram as ovelhinhas com colagem de algodão para colocar no pasto feito com a maquete.
Outra intervenção bastante significativa foi a contação de uma história que criamos sobre os animais. Durante a cotação, as crianças reproduziam os sons e os gestos dos bichos conosco. Além disso, também apresentamos a primeira letra do nome dos animais associando as letras inicias do nome de cada aluno e, em seguida, reproduzimos, no espaço da sala de aula, o habitat dos animais, com flores e folhas, em um circuito com obstáculos para que as crianças caminhassem.
Também trabalhamos com outras histórias, clássicos como Três porquinhos e Chapeuzinho vermelho, a contação foi através de dramatização. E outros como Cachinhos dourados e os Três ursinhos, Menina bonita do laço de fita, que a contação foi realizada com fantoches, entre outros.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nas primeiras observações detectamos que as crianças tinham uma curiosidade e vontade de ter mais contato com os livros e ouvir histórias, pois solicitavam sempre. Porém, nos momentos em que estávamos em sala de aula, observando, esses momentos não aconteciam. Desse modo, proporcionar intervenções voltadas para a contação de história foi significativo para essa turma. Conforme o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998, p. 143, v.3):  
A intenção de fazer com que as crianças, desde cedo, apreciem o momento de sentar para ouvir histórias exige que o professor, como leitor, preocupe-se em lê-la com interesse, criando um ambiente agradável e convidativo á escuta atenta, mobilizando a expectativa das crianças [...].

Percebemos que a cada intervenção as crianças estavam mais concentradas e interessadas em ouvir as histórias e também mais envolvidas no momento das atividades propostas. Também aprenderam a interagir melhor, pois sempre levamos atividades para serem executadas em grupo para ajudar nessa parte de socialização entre as crianças e no seu desenvolvimento integral. Nesse sentindo, Rossini afirma que:
As histórias favorecem o desenvolvimento da linguagem, do pensar em suas fases evolutivas: imagem, imaginação criadora, observação, dedução e julgamento. Dizem que os olhos são os espelhos da alma e a fala é o espelho da personalidade. (ROSSINI, 2001, p.56).

Em todas as intervenções exploramos a leitura de livros com a “leitura deleite”, momento importante de diálogo e socialização das crianças no cantinho da leitura existente na sala de aula.  Esse espaço foi organizado pela escola para esses momentos de contato da criança com os livros, porém estava sendo pouco utilizado.  Exploramos também a contação de histórias na qual o enredo e os personagens ganham vida através da criatividade do narrador e seus instrumentos e, dessa forma, incentiva não somente a imaginação, mas o gosto e o hábito da leitura, aguçando também a curiosidade da criança, pois contação de histórias está ligada ao imaginário infantil.
Foi importante também estimular a autonomia das crianças, irem ao cantinho da leitura pegar o livro de sua preferência para ler. Após o término, poderia repassar o livro para os colegas. Sendo assim, além da leitura e o gosto por livros, exercitam também a interação e socialização.
Durante as intervenções também estimulamos o movimento corporal das crianças, auxiliando no desenvolvimento da coordenação motora. Foram momentos de aprendizagem e diversão, afinal criança também aprende brincando. “Na brincadeira, a criança cria outros mundos e se comporta além do habitual e cotidiano. A criança vivencia-se no brinquedo como se ela fosse maior do que é na realidade”. (L.S. Vygostky, 1991, p.117).
Enfim, avaliamos que as crianças foram contagiadas pela leitura, pois elas já nos recebiam com expectativa, pedindo para contarmos mais historinhas. Entendemos as grandes contribuições que a literatura proporcionou para as crianças, pois:  
O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatral, o imaginar, o brincar, o ver o livro, o escrever, o querer ouvir de novo (a mesma história ou outra). Afinal, tudo pode nascer dum texto! (ABRAMOVICH, 1991, p. 23).


CONCLUSÕES OU CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluímos que a presença da literatura infantil é fundamental e indispensável na educação infantil. A criança pode e deve ter contato contínuo com os livros na escola e ser livre para criar suas fantasias e usar seu imaginário ouvindo e vivenciando a contação de história.  
A escola deve dá atenção especial a contação de histórias, como uma rotina inserida nas aulas, pois a mesma contribui na aprendizagem das crianças, conforme afirma Dohme (2011, p.18) “com as histórias, pode-se trabalhar aspectos internos e educacionais de uma criança.”
 
REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 2009
AROEIRA, M.; SOARES, M.; MENDES, R. Didática de pré-escola: vida e criança: brincar e aprender. São Paulo: FTD, 1996, p. 167.
 CORSO, Diana L. & Mario. Fadas no divã. A psicanálise nas histórias infantis. Porto Alegre: Artmed, 2006.
DOHME, Vania D’Angelo. Técnicas de contar histórias: um guia para desenvolver as suas habilidades e obter sucesso na apresentação de uma história. Petrópolis, RJ: Editora: Vozes, 2011
MIGUEZ, Fátima. Nas arte-manhas do imaginário infantil. 14. ed. Rio de Janeiro: Zeus, 2000.
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - Brasília MEC/SEF, 1998. 3V. Disponível em:< http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf . Acessado em: 19 de Julho de 2017.
ROSSINI, Maria Augusta Sanches. Pedagogia afetiva. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2002.
VYGOTKY, L.S “A formação social da mente”, Editora Martins Fontes, 1991.
VIGOTSKY, L S. La imaginación y el arte em la infância. (Ensayo psicológico). 3. ed. Madrid, Espanha: Akal., 1996.





¹Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB. Bolsista de Iniciação à docência. Email:emillecabral87@gmail.com
²Coordenadora do PIBID- Linha de Ação Educação Infantil. Email: naiargolo@hotmail.com










O LÚDICO NA LITERATURA INFANTIL


 Valdicélia Santos Chaves [1]
Jorsinai de argolo Souza[2]

INTRODUÇÃO

A literatura é a arte da palavra escrita ou falada. É através dela que podemos criar recriar e transcrever a realidade. Ela tem a missão de surpreender, desconcertar as perspectivas do leitor, além de ter o poder de mudar sua visão em relação aquele texto.
Segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil, a Literatura desperta o prazer e alimenta a imaginação. Sendo assim, o documento indica o papel do professor nesse processo:
Ter acesso à boa literatura é dispor de uma informação cultural que alimenta a imaginação e desperta o prazer pela leitura. A intenção de fazer com que as crianças, desde cedo, apreciem o momento de sentar para ouvir histórias exige que o professor, como leitor, preocupe em lê-la com interesse, criando um ambiente agradável e convidativo à escuta atenta, mobilizando a expectativa das crianças, permitindo que elas olhem o texto e as ilustrações enquanto a história é lida Conforme aponta o RCNEI (1998, p. 144).


Estudos comprovam que a literatura infantil é muito importante para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. Como afirma Abramovich:
                                      É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranquilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente o que as narrativas provocam em quem as ouve – com toda amplitude, significância e verdade que cada uma delas fez (ou não) brotar... Pois é ouvir, sentir, enxergar com os olhos do imaginário. (2005, p. 17).


Desse modo percebe-se que é através da história que estimulamos a fantasia, principalmente associando-a com a ludicidade. O lúdico exerce um papel fundamental no processo educativo, principalmente na educação infantil, pois através das brincadeiras, jogos e historias, trabalha-se habilidade motora e cognitiva, estimula a memoria, aumenta a concentração, agilidade e a criatividade. Segundo Feijó (1992), lúdico é uma necessidade básica da personalidade, do corpo e da mente e faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana.                                                                                                                                           Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é relatar as experiências que tivemos com as intervenções, onde elaboramos um projeto de literatura infantil, que trabalhamos de forma lúdica, dinâmica e divertida, dando asas á imaginação das crianças através das historias infantis, com a finalidade de despertar o interesse pela Literatura.


METODOLOGIA

            Este trabalho foi realizado a partir das experiências vividas como bolsistas do programa PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência), na linha de ação da Educação infantil e em parceria com a escola Luíza Ferraz, em uma sala de pré II no turno vespertino.                                                               Antes de começar as nossas intervenções, ficamos um período observando para detectar quais eram as necessidades da turma. Observamos essa turma durante quatro dias e percebemos que as crianças não participavam muito das aulas. A professora vivia chamando atenção e, ás vezes, não tinha muita paciência.
            A turma era composta de vinte e cinco crianças e o espaço físico da sala apresentava boa estrutura, o ambiente era lúdico, possui cantinho de leitura, mas infelizmente a professora não utilizava bem os recursos.
            Visto que a professora regente não tinha o habito de promover a leitura, nem a contação de historia na sala, decidimos trabalhar com o lúdico na literatura infantil, atendendo assim uma necessidade da turma.
            Sendo assim, elaboramos o projeto de literatura infantil: Aprender brincando, dando asas à imaginação! Esse projeto foi trabalhado durante oito intervenções, onde foram contadas várias historinhas infantis, de forma lúdica e prazerosa e as crianças viajavam no mundo da imaginação.



RESULTADOS E DISCUSSÃO

             Trabalhamos várias historias infantis, dentre elas, a historinha dos três porquinhos, que foi trabalhada em forma de sequência didática, durante três intervenções. Contamos essa historinha na primeira intervenção através de fantoche, depois solicitamos que as crianças recontassem a historia, de acordo com as imagens do livro, Em seguida, pedimos para que cada um desenhasse livremente o que eles mais gostaram da historia e depois eles pintaram umas máscaras dos personagens da historia, pois eles iriam usar no ultimo dia dessas sequencia didática, onde iremos dramatizar essa historia.
            Na segunda intervenção, exibimos um vídeo relacionado com a historinha dos três porquinhos e comentamos sobre a historinha ressaltando sobre os tipos de moradias que os três porquinhos construíram. Logo depois, fizemos a brincadeira do coelhinho sai da toca e encerramos essa intervenção elaborando junto com eles três painéis com os tipos de casas referentes a historia, pois íamos utilizar na próxima intervenção.
            Na terceira e última intervenção relacionada a essa história dos três porquinhos, brincamos com o jogo da memória com as imagens relacionadas a história. Em seguida, fizemos a dramatização e todos participaram com muito entusiasmo e se divertiram muito atuando. Nesse sentido trazemos Meireles (1984, p.48), enfatiza que:
                                      A boa memória, o talento interpretativo, o inventivo – a imaginação, a mimica, a voz, toda arte de representar – a capacidade de utilizar oportunamente o repertório fazem dos contadores de história, ainda hoje, personagens indispensáveis a determinado ambiente.

            Contamos também outras historias como: O grande rabanete, Pinóquio, O gato de botas e historias só com imagens, onde as crianças podiam criar sua própria historia a partir das imagens. Trabalhando sempre de forma diversificada, através de jogos e brincadeiras, utilizando vários recursos, procurando de varias maneiras estimular o imaginário e o prazer que a leitura proporciona.       
            A literatura ou mais especificamente a contação de história tem uma influencia muito grande no desenvolvimento psicossocial e cognitivo da criança. E por isso é interessante que o educador saiba que há uma diferença entre ler e contar historia e ambos somos importantes para ser trabalhadas na educação infantil.  Ler é você abrir um livro e começar a narrar a historia, mostrar as ilustrações referentes àquela história. Contação de história não, ela requer toda uma preparação, é preciso você envolver os ouvintes com a história, faze-los viajar nas palavras ouvidas, é você fazer caras e bocas, imitar as falas dos personagens, enfim é você virar um artista na hora da contação da história.
            No que se refere à leitura de histórias o RCNEI (Brasil, 1998, p. 143), aponta que:
A leitura de histórias é um momento em que a criança pode conhecer a forma de viver, pensar, agir e o universo de valores, costumes e comportamentos de outras culturas situadas em outros tempos e lugares que não o seu. A partir daí ela pode estabelecer relações com sua forma de pensar e o modo de ser do grupo social ao qual pertence.

            A partir das historias as crianças tiveram a oportunidade de conhecer outras culturas, outros lugares, procurando sempre relacionar com sua realidade. Diferentes autores como Abramovich (1997), Meireles (1984) e Coelho (2002), apontam que para que o educador passe toda emoção da história e para que o ouvinte possa sentir toda essa emoção é fundamental que o narrador leia o texto antes, sem correr o risco de ter que improvisar e acabar com o momento mágico da contação da história.                                                                Os resultados vieram a partir das realizações das atividades proposta, onde as crianças tiveram uma excelente aceitação ao tema, pois houve muita participação, empenho, motivação e interação de todos os alunos em relação a todo o trabalho realizado durante essas intervenções. Percebemos que antes de iniciar com esse projeto de literatura as crianças eram tímidas, não participavam muito das aulas, viviam retraídas, mas depois das realizações das atividades e da contação das historias, elas melhoraram bastante, pois houve muita interação e participação de todas. Foi muito importante e gratificante trabalhar essa temática com essas crianças, visto que sortiu um grande impacto para a formação emocional e cognitiva das mesmas.                                                                                                                                     Sabemos o quanto a contação de história é importante na educação infantil, pois fortalecem os vínculos sociais e educacionais, por isso é essencial que os professores utilizem essa ferramenta para o desenvolvimento da criança, despertando assim pequenos leitores e estimulando para o mundo da imaginação. Segundo Abramovich (2005):
[...] é importante para formação de qualquer criança ouvir, muitas historias... Escutá-las é o inicio da aprendizagem para ser um bom leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo... (p.16)

             Desse modo conclui-se que a literatura tem que ser trabalhada na educação infantil de forma prazerosa, visto que as crianças aprendem se divertindo, através de jogos, brincadeiras, músicas. Enfim, esse projeto foi bem estruturado e executado da melhor maneira possível, proporcionando momentos de descoberta, participação e colaboração de cada criança tornando-os sujeitos autônomos e cooperativos durante todo o processo.


CONCLUSÕES OU CONSIDERAÇÕES FINAIS

No decorrer deste projeto constatamos o quanto a literatura é fundamental na educação infantil, pois estimula o conhecimento, a criatividade e a imaginação, além de desenvolver o que é o mais importante para a formação educacional de uma criança, que é o gosto e o prazer pela leitura. Por isso, ela tem que ser uma prática rotineira na sala de aula, e o professor precisa trabalhá-la de forma envolvente e construtiva, procurando sempre diversificar as atividades, buscando recursos que façam as crianças se apaixonar por esse mundo mágico que é a leitura.


REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. 5 Edição. São Paulo: Scipione, 2005.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretária da Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a educação infantil/ Secretaria de Educação Fundamental - Brasília: MEC/SEF, 1998.
FEIJÓ, Olavo. Corpo e movimento: uma psicologia para o esporte. Rio de Janeiro: Shape, 1992.
MEIRELES, Cecília. Problemas de Literatura Infantil. 4.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.




[1]Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB. Bolsista de Iniciação a Docência do Subprojeto Pedagogia valdicelia300481@gmail.com
[2] Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB. Coordenadora da Linha de ação de Educação Infantil valdicelia300481@gmail.com





segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O MOVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL



            Joana Caroline de Souza Martins[1]
Gilmara Pereira Santos[2]
Jorsinai de Argôlo Souza[3]

INTRODUÇÃO

O movimento é parte importante na formação do indivíduo como um todo. É pelo movimento que a criança interage com o ambiente em que esta inserida. Portanto, não existe educação infantil sem o movimento, sem a interação da criança com objetos, com o mundo, com o meio. Segundo Galvão (2014, p.69): “antes de agir diretamente sobre o meio físico, o movimento atua sobre o meio humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor expressivo”.
Nessa direção, podemos dizer que a primeira função do movimento no desenvolvimento infantil é afetiva. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, p.15), através do movimentar-se “é que se expressam sentimentos e emoções ampliando assim os significados dos gestos corporais, portanto, é mais do que um simples deslocamento do corpo no espaço, constitui-se numa linguagem.” O documento ainda sinaliza que “o movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana” (BRASIL, 1998, p.15), ou seja, o movimento está ligado ao ser desde o seu nascimento, possibilitando controle corporal e interação com o meio e não pode esta desassociada da formação do individuo. 

METODOLOGIA

Durante as nossas observações, numa turma de Pré I, com crianças na faixa etária de cinco anos, detectamos que as aulas eram sempre muito monótonas e repetitivas: leitura da bíblia, período de oração, rodinha para leitura de uma historia bíblica, que geralmente é contada em etapas.  As crianças, por sua vez, sentadas enfileiradas, era permitido mover mãos e cabeça para efetuar a tarefa sugerida pela professora que, na maioria das vezes, era sempre  um recorte,  uma colagem.
Partindo dessa realidade, começamos a planejar sequências didáticas baseadas no movimento, com a finalidade de ampliar a expressividade corporal das crianças, utilizando jogos e brincadeiras. Sendo assim, exploramos a diversidade da dinâmica do movimento como a força, a velocidade, a flexibilidade, levando a criança a conhecer suas limitações corporais e até mesmo desenvolvê-las.
Escolhemos a princípio trabalhar uma história que permitisse aos alunos recriarem a mesma ou desse sequência através dos movimentos corporais que possibilitassem a todas movimentarem-se por todo o ambiente da sala de aula. A “Historia dos Animais da Floresta”, que nos permitiu trabalhar com imitação de cada animal requerendo movimentos diversos e o uso de todo o espaço da sala de aula.
 Com a história de “Dolores a Dolorida”, além do movimento corporal, onde eles imitaram a cobra, trabalhamos conjuntamente com a motricidade fina, quando foram exigidos movimentos mais precisos na confecção da cobra Dolores, que eles recriaram com papel metro e tinta guache. Utilizamos pista com moldes de PVC, onde se trabalha o movimento dentro da motricidade grossa e exige da criança um controle corporal completo trabalhando postura e equilíbrio estático e dinâmico; jogo de boliche com material reciclado, que além do movimento ainda contribuiu para o aprendizado das letras iniciais.
Na historia “O Dono da Bola”, de Ruth Rocha, fizemos um circuito onde utilizaram a bola, movimentando assim todos os músculos corporais, experimentando domínio espacial e o equilíbrio.
           
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Considerando que o movimento integra toda atividade conjunta da criança e está vinculada a toda forma de expressão das mesmas é preciso permitir que toda sua intimidade, ou seja, tudo que está relacionado aos seus sentimentos venham à tona através do corpo, mesmo sem haver atividade muscular, como diz Galvão (2014, p.69), “é preciso que se admita que a atividade muscular poda existir sem que se dê deslocamento do corpo (de segmentos ou do todo) no espaço.” Ou seja, o movimento está presente também quando a criança desenha o personagem da historia ou recria esse personagem através de alguma atividade como a pintura ou moldes de papel ou até mesmo imitando esses personagens no faz de conta.
Observamos esse trabalho corporal rico em movimentos, quando após um conto que fala de animais pedimos que as crianças fizessem de conta que estavam numa floresta e imitassem de forma subsequente os animais. Notamos que houve uma interação com todo o ambiente,quando saíram de suas mesas e puderam conhecer a sala de aula por completo,visivelmente percebeu-se uma imensa alegria em aprender quais são os animais silvestres, ou seja, movimentar também implica em conhecimentos.
A intervenção seguinte, associando o movimento e a motricidade fina, utilizamos no primeiro momento a caminhada em linha, onde foram coladas fitas de diferentes cores ao chão e em direções também diferentes, com o intuito de que cada criança recriasse o seguimento de cada linha. Num segundo momento, ainda recriando o seguimento da caminhada em linha, eles recriaram o mesmo com o auxílio de papel crepom em cores diversas trabalhando assim a motricidade fina no ato de pinçar os dedos para criarem as bolinhas de crepom.
 Segundo Mattos e Neira (2004, p.176), “o movimento, o brinquedo, os jogos tradicionais da cultura popular preenchem de alguma forma determinadas lacunas na rotina das salas de aula”. Dentro deste conceito, optamos por trazer brinquedos como bola, corda, garrafas pets recicladas para um maior aproveitamento do movimento em sala de aula. Com as crianças deitadas em formato de circuito e com o auxílio de uma bola, esta colocada nos pés do primeiro da fila, cada um passaria a bola presa aos pés para o a criança deitada atrás, em seguida este pegaria a bola também com os pés e assim sucessivamente até chegar ao último da fila. Nessa atividade, que houve intensa participação, notamos que a maioria tinha dificuldades de prender a bola aos pés, possivelmente pela falta de movimentação cotidiana em sala de aula. No entanto, depois de fazermos essa brincadeira por diversas vezes, pudemos observar que agilidade e destreza nos movimentos já se faziam presentes. È de suma importância que educadores tenham consciência de que há uma interdependência entre o corpo, a mente e o ambiente. Quando essa relação é percebida, notamos que as crianças aprendem melhor e com muito mais prazer.
 Uma atividade que fizemos e notamos que as crianças se envolveram de forma bem participativa e prazerosa foi o jogo da imaginação. Wallon nos salienta (GALVÂO, 2014) que a criança pequena utiliza seus gestos e sons para externar seus pensamentos.  Partindo desse pensamento, ampliamos o espaço da sala de aula de modo que todos ficassem sentados em circulo em quase todo o espaço, cantamos e relaxamos com a brincadeira pés de palhaços e pés de bailarina, onde eles movimentam a ponta dos pés esticando pra frente e pra trás. Em seguida sugerimos que todos se deitassem e fingissem estar dormindo. Logo acordaram e tinha um lago de gelatina no centro do circulo e todos deveriam tocar com as pontas dos pés a gelatina, chegando ao centro sem se levantar, apenas usando bumbum e mãos para se apoiarem. A partir daí, imaginamos muitas outras opções, piscina de gelatina, grama. Depois relaxamos e fingimos dormir e acordar dentro de uma floresta imensa e todos eram habitantes dessa floresta. Posteriormente, íamos acordando bem devagarzinho, ora como uma aranha (imitavam a aranha), ora como minhocas, tatu-bola, tigres, coelhos, pássaros grandes, pássaros pequenos. Desse modo, trabalhavam com diversidades de movimentos ao mesmo tempo em que usavam a imaginação e aprendiam utilizando também a imitação.
Nas primeiras observações detectamos que as crianças sempre muito quietas e tímidas, receosas umas com as outras. Até comentamos que nunca havíamos visto crianças naquela faixa etárias tão quietas.  Sendo assim, o movimento foi sim uma intervenção significativa para essa turma. Percebemos que a cada intervenção eles estavam mais participativos e envolvidos nas brincadeiras e movimentos exigidos. A barreira entre eles também foram sendo quebradas de maneira que interagia muito mais entre si de forma desenvolta, como também a divisão dos brinquedos. Dividia a mesma corda, a mesma bola sem tanto transtorno ou interferências de adultos. O lúdico como veiculo de aprendizagem é fundamental para as crianças e essa mistura do lúdico, com a arte de imitar os sons, os bichos,a representação da historia que ouviram,ajudam na aprendizagem, assim como nas melhoras das habilidades motoras (força, equilíbrio, flexibilidade, coordenação fina e ampla, lateralidade). Pois, segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil o conceito de movimento é:
 [...] O movimento humano, portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço: constitui-se em uma linguagem que permite às crianças agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor expressivo. (RCNEI/BRASIL, 1998 p. 15).


Sendo assim, o movimento assume uma importância na educação infantil que vai muito além dos períodos do recreio. Ele carrega o sentido de educar brincando e a proposta é que se repense a forma de educar estaticamente, pois o homem não é só mente, ele é mente e corpo que deve ser trabalhado conjuntamente.

CONCLUSÕES OU CONSIDERAÇÕES FINAIS

Percebe-se que com o intuito de se manter a “ordem” em sala de aula, alguns professores deixam de lado o trabalho com o movimento corporal, optando assim, por desenvolver atividade, dentro de uma perspectiva mecanicista. Portanto, é preciso entender que ao elaborar o planejamento da educação infantil, deve-se considerar que o movimento faz parte do ser infantil. Desse modo, cabe ao professor organizar propostas de atividades que aprimorem e desenvolvam o movimento corporal das crianças.

REFERÊNCIAS

GALVÃO, Izabel. Henri Wallon: Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. 13a edição. Petrópolis: Vozes, 2004.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.
MATTOS, M. G.; NEIRA, M.G. Educação Física infantil: construindo o movimento na escola. Guarulhos, SP: Phorte Editora, 2004.





[1] Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB. Bolsista de Iniciação à docência. Email:joanna.karoliny@hotmail.com
[2] Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB. Bolsista de Iniciação à docência. Email: gil_guerre_ira@hotmail.com.
[3] Coordenadora do PIBID- Linha de Ação Educação Infantil. Email: naiargolo@hotmail.com 

O BOLSISTA DO PIBID E SUAS APRENDIZAGENS


Leila Stolze Gomes

Joana Carolina de Souza Martins

Jorsinai de Argolo Souza


RESUMO

O presente trabalho trata-se de um relato das experiências como bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID,  subprojeto de Pedagogia, linha de ação da Educação Infantil, com o objetivo de apresentar vivências significativas na escola, a partir das intervenções com as crianças e, na universidade, durante os planejamentos e rodas de estudo com outros colegas bolsistas, supervisoras e coordenadora. Essas aprendizagens envolvem: o contato com o cotidiano escolar na educação infantil; a experiência com as crianças para observação e a preparação de uma intervenção pedagógica inovadora, lúdica; a metodologia direcionada ás necessidades específicas das turmas, considerando as diversidades em cada contexto individual; a troca de conhecimentos entre os professores atuantes da escola com os alunos do curso de Pedagogia e o conhecimento das políticas públicas para a educação infantil. Na escola, destacamos o momento do acolhimento, no início da aula, envolvendo todas as turmas e o momento literário em sala de aula. Aprendemos, durante o desenvolvimento dessas atividades, o quanto o professor precisa se atentar para a maneira como as crianças socializam entre si e sua cultura pessoal para então poder intervir de forma construtiva no desenvolvimento de cada uma, respeitando a diversidade, desconstruindo práticas que levam a exclusão seja por motivo de crenças, cor, etnia, gênero e classe social. Outro momento significativo foi a constatação da importância da observação para a prática do professor, pois indica o que precisa ser trabalhado com as crianças. Na nossa experiência, identificamos a necessidade de desenvolver atividades que contribuíssem na coordenação motora através de práticas e atividades que favorecessem a iniciativa e a criatividade das crianças, despertando o interesse pela escrita e pela criação de desenhos. Na universidade, nos momentos das reuniões de avaliação e estudos trocamos experiências, pesquisamos, estudamos obras de pesquisadores da área da Educação Infantil e salientamos a oportunidade de desenvolver um planejamento, através das sequencias didáticas. Comprovamos que o fato de saber o que fazer, para que fazer e como fazer contribui para que alcancemos resultados significativos no aprendizado das crianças. Após as vivências na escola e na universidade, estamos cientes da necessidade de ampliarmos nossos estudos e pesquisas no âmbito da educação infantil  e evidenciamos  que essa relação entre PIBID, escola parceira, supervisores, coordenadores e bolsistas promove o aprendizado dos futuros docentes,  diminuindo equívocos na prática dos futuros docentes. Desta maneira é imprescindível que as políticas públicas em educação contribuam e reconheçam o trabalho em conjunto entre a escola da educação básica e a universidade.


Palavras-chave: Aprendizagem. Bolsista. Docência. Pibid.




UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO PIBID: A PRÁTICA DA LITERATURA INFANTIL

Adenilde Alencar P. Matias

Patrícia Batista Bolsista

 Jorsinai de Argolo Souza

Resumo

 O presente trabalho relata a experiência da intervenção realizada em uma escola da rede municipal de Itapetinga/BA referente ao subprojeto de Pedagogia, linha de ação-Educação infantil do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID- CAPES.  Realizamos observações na turma de Pré II, turno matutino, de um centro de educação infantil e compreendemos que a observação é essencial para que os discentes da iniciação à docência consigam obter informações de como atender as necessidades das crianças. Durante as observações percebemos que as crianças partilham idéias, novidades e constroem novas parcerias. Sendo assim, ao longo das observações que realizamos na escola parceira, percebemos que mesmo diante de um acervo literário com excelentes obras, a Literatura Infantil não tinha um lugar de destaque na prática cotidiana da escola, bem como muitas das leituras utilizadas na sala pela regente não condizia com a realidade das crianças. Sendo assim, a partir das contribuições de Gomes (2011) e do Referencial Nacional Curricular para a Educação Infantil - RNCEI (1998) sobre a importância da Literatura no desenvolvimento das crianças,  produzimos a atividade de intervenção que foi construída através de discussões entre os bolsistas, as supervisoras e a coordenadora da linha de ação sobre as propostas a serem desenvolvidas com as crianças. Desse modo, as intervenções foram propostas a partir de projetos mensais com atividades de leitura e contação de histórias pelos bolsistas, reconto dos textos lidos, atividades artísticas e discussão dos temas das histórias pelas crianças, com os seguintes clássicos da Literatura Infantil: Patinho feio, A Joaninha e Quem tem medo de monstro. As atividades propostas apresentavam como objetivos incentivar o gosto pela literatura, expressar o que escutou a partir do texto lido e contextualizar o tema, relacionando-o com a sua realidade. Constatamos que, através da literatura, ajudamos ás crianças a se expressar por palavras, traduzindo suas dificuldades, suas ânsias, medos e gostos. Concluímos que a formação do docente, no que diz respeito à prática pedagógica com a Literatura Infantil, precisa de mais investimentos para que as crianças possam vivenciar as aprendizagens que a leitura proporciona.


Palavras-chave: Formação docente. Literatura Infantil. Pibid. Prática.

EDUCAÇÃO INFANTIL E MEIO AMBIENTE: UMA EXPERIÊNCIA COM MATERIAIS RECICLÁVEIS


Jorsinai de Argolo Souza

Narajane de Jesus de Souza Barreto

Raelma Santos de Carvalho Pereira

Vaneusa Pereira de Oliveira


Resumo

O presente trabalho relata a experiência desenvolvida no Centro de Educação Infantil Luíza Ferraz, escola parceira do Programa de Iniciação á Docência - PIBID, subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil com as crianças da turmas de Pré I e Pré II referente a importância da preservação do meio ambiente.  Sendo assim, a partir das orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2009) que afirmam que as práticas pedagógicas devem garantir “experiências que promovam a interação, o cuidado e a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais”, as bolsistas e supervisoras resolveram oportunizar ás crianças o contato com materiais recicláveis, despertando a sua consciência para a questão ambiental. Para tanto, foram planejadas e desenvolvidas intervenções no formato de oficina. A oficina de maior destaque foi a oficina de construção de brinquedos, a partir da reutilização de materiais recicláveis, em que as crianças transformaram rolinhos de papel higiênico em uma borboleta.  Essa experiência estava relacionada a leitura do texto A borboleta levada. Inicialmente entregamos o rolinho de papel higiênico para cada criança e perguntamos qual a cor que ela desejava pintar o corpo da borboleta. Em seguida, entregamos um pincel e a tinta da cor escolhida e deixamos que elas pintassem livremente. Logo depois, recolhemos os rolinhos pintados para deixar secar e distribuímos asas feitas, anteriormente pelas crianças, de papel ofício para realizarem uma pintura com lápis de cor. Por fim, colamos juntamente com as crianças as asas já pintadas nos rolinhos já com a pintura seca, deixamos depois que as crianças desenhassem  e fizesse o olho e a boca borboleta. A experiência de ver a produção de um brinquedo confeccionado por elas,  provocou muito entusiasmo nas crianças. Através dessa vivência de reaproveitamento de embalagens, às crianças perceberam que é possível dá um fim diferente ao lixo, usando criatividade e transformando o lixo reciclável em um brinquedo. Além disso, outras aprendizagens foram proporcionadas às crianças através da articulação entre diferentes áreas do conhecimento - respeito aos colegas durante o trabalho em grupo, incentivo à criatividade e imaginação artística e desenvolvimento da coordenação fina e ampla através do manuseio de materiais necessários à confecção da arte, ampliação dos conhecimentos sobre cores, formas, tamanhos. Evidenciamos que valores, atitudes e comportamentos adquiridos na infância podem ter impacto duradouro na vida. Sendo assim, a educação infantil é um espaço privilegiado para auxiliar as crianças em sua formação como sujeitos responsáveis do ponto de vista socioambiental realizando hábitos saudáveis para o meio ambiente nos diversos espaços do seu convívio.

Palavras-chave:  Educação infantil. Meio ambiente. Pibid. Reciclagem.













EMOÇÕES E MOTRICIDADE: UM RELATO DO MOMENTO DE ACOLHIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Gilmara Pereira Santos

Ana Flávia Brito Pales

Rosângela de Sousa Oliveira

Débora Almeida Guimarães

Jorsinai Argolo Souza

Resumo
O presente trabalho é fruto das vivências realizadas a partir do Programa de Iniciação a Docência- PIBID, subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB no centro de Educação Infantil Laudinei Silva Nascimento, onde identificou-se algumas situações de insegurança demonstradas  pelas crianças no momento de chegada à escola no início e durante o ano letivo. Desse modo, os bolsistas e supervisora, baseadas nas contribuições de Wallon (1992) que indica que a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa se articulam e que as emoções dependem fundamentalmente dos espaços para se manifestarem bem, resolveram realizar atividades de motricidade no momento da entrada, no área externa da escola,  com o objetivo de proporcionar  bem-estar, conforto e segurança emocional para as crianças durante o período que estão na escola.  Para tanto, realizam mensalmente um cronograma de atividades lúdicas que contemplam atividades relacionadas a: música,  dança, contação de histórias utilizando fantoches, dramatização de histórias e brincadeiras envolvendo sempre o movimento corporal das crianças.  Essas atividades são realizadas semanalmente, no início das aulas, com todas as turmas de Pré I e Pré II da escola e conta com a participação de todos os professores, coordenadores e direção da escola. Através de um cronograma, cada dupla de bolsitas assume a responsabilidade de planejar e executar as atividades semanalmente, contando com a participação de todos os outros bolsistas. A partir de relatos das crianças e das professoras, identificaram que esse momento tem sido bastante significativo, prazeroso e acolhedor, destacando-se a intensa participação e envolvimento das crianças durante as atividades lúdicas propostas, bem como o fortalecimento das interações entre criança-criança e criança-adulto. Outra contribuição, relatada pelas professoras, é que, quando as crianças chegam a suas classes, encontram-se mais dispostas e tranquilas. Constatamos, portanto, a importância de reconhecermos e atendermos as necessidades infantis no que diz respeito aos sentimentos e as emoções. Desse modo, necessário se faz planejar com qualidade o acolhimento para as crianças da Educação Infantil porque é bom para toda criança ser bem recebida e ter a possibilidade de expressar suas emoções que têm papel preponderante no desenvolvimento infantil.


Palavras-chave: Acolhimento. Educação Infantil. Emoções. Motricidade. Pibid.