segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O MOVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL



            Joana Caroline de Souza Martins[1]
Gilmara Pereira Santos[2]
Jorsinai de Argôlo Souza[3]

INTRODUÇÃO

O movimento é parte importante na formação do indivíduo como um todo. É pelo movimento que a criança interage com o ambiente em que esta inserida. Portanto, não existe educação infantil sem o movimento, sem a interação da criança com objetos, com o mundo, com o meio. Segundo Galvão (2014, p.69): “antes de agir diretamente sobre o meio físico, o movimento atua sobre o meio humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor expressivo”.
Nessa direção, podemos dizer que a primeira função do movimento no desenvolvimento infantil é afetiva. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, p.15), através do movimentar-se “é que se expressam sentimentos e emoções ampliando assim os significados dos gestos corporais, portanto, é mais do que um simples deslocamento do corpo no espaço, constitui-se numa linguagem.” O documento ainda sinaliza que “o movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana” (BRASIL, 1998, p.15), ou seja, o movimento está ligado ao ser desde o seu nascimento, possibilitando controle corporal e interação com o meio e não pode esta desassociada da formação do individuo. 

METODOLOGIA

Durante as nossas observações, numa turma de Pré I, com crianças na faixa etária de cinco anos, detectamos que as aulas eram sempre muito monótonas e repetitivas: leitura da bíblia, período de oração, rodinha para leitura de uma historia bíblica, que geralmente é contada em etapas.  As crianças, por sua vez, sentadas enfileiradas, era permitido mover mãos e cabeça para efetuar a tarefa sugerida pela professora que, na maioria das vezes, era sempre  um recorte,  uma colagem.
Partindo dessa realidade, começamos a planejar sequências didáticas baseadas no movimento, com a finalidade de ampliar a expressividade corporal das crianças, utilizando jogos e brincadeiras. Sendo assim, exploramos a diversidade da dinâmica do movimento como a força, a velocidade, a flexibilidade, levando a criança a conhecer suas limitações corporais e até mesmo desenvolvê-las.
Escolhemos a princípio trabalhar uma história que permitisse aos alunos recriarem a mesma ou desse sequência através dos movimentos corporais que possibilitassem a todas movimentarem-se por todo o ambiente da sala de aula. A “Historia dos Animais da Floresta”, que nos permitiu trabalhar com imitação de cada animal requerendo movimentos diversos e o uso de todo o espaço da sala de aula.
 Com a história de “Dolores a Dolorida”, além do movimento corporal, onde eles imitaram a cobra, trabalhamos conjuntamente com a motricidade fina, quando foram exigidos movimentos mais precisos na confecção da cobra Dolores, que eles recriaram com papel metro e tinta guache. Utilizamos pista com moldes de PVC, onde se trabalha o movimento dentro da motricidade grossa e exige da criança um controle corporal completo trabalhando postura e equilíbrio estático e dinâmico; jogo de boliche com material reciclado, que além do movimento ainda contribuiu para o aprendizado das letras iniciais.
Na historia “O Dono da Bola”, de Ruth Rocha, fizemos um circuito onde utilizaram a bola, movimentando assim todos os músculos corporais, experimentando domínio espacial e o equilíbrio.
           
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Considerando que o movimento integra toda atividade conjunta da criança e está vinculada a toda forma de expressão das mesmas é preciso permitir que toda sua intimidade, ou seja, tudo que está relacionado aos seus sentimentos venham à tona através do corpo, mesmo sem haver atividade muscular, como diz Galvão (2014, p.69), “é preciso que se admita que a atividade muscular poda existir sem que se dê deslocamento do corpo (de segmentos ou do todo) no espaço.” Ou seja, o movimento está presente também quando a criança desenha o personagem da historia ou recria esse personagem através de alguma atividade como a pintura ou moldes de papel ou até mesmo imitando esses personagens no faz de conta.
Observamos esse trabalho corporal rico em movimentos, quando após um conto que fala de animais pedimos que as crianças fizessem de conta que estavam numa floresta e imitassem de forma subsequente os animais. Notamos que houve uma interação com todo o ambiente,quando saíram de suas mesas e puderam conhecer a sala de aula por completo,visivelmente percebeu-se uma imensa alegria em aprender quais são os animais silvestres, ou seja, movimentar também implica em conhecimentos.
A intervenção seguinte, associando o movimento e a motricidade fina, utilizamos no primeiro momento a caminhada em linha, onde foram coladas fitas de diferentes cores ao chão e em direções também diferentes, com o intuito de que cada criança recriasse o seguimento de cada linha. Num segundo momento, ainda recriando o seguimento da caminhada em linha, eles recriaram o mesmo com o auxílio de papel crepom em cores diversas trabalhando assim a motricidade fina no ato de pinçar os dedos para criarem as bolinhas de crepom.
 Segundo Mattos e Neira (2004, p.176), “o movimento, o brinquedo, os jogos tradicionais da cultura popular preenchem de alguma forma determinadas lacunas na rotina das salas de aula”. Dentro deste conceito, optamos por trazer brinquedos como bola, corda, garrafas pets recicladas para um maior aproveitamento do movimento em sala de aula. Com as crianças deitadas em formato de circuito e com o auxílio de uma bola, esta colocada nos pés do primeiro da fila, cada um passaria a bola presa aos pés para o a criança deitada atrás, em seguida este pegaria a bola também com os pés e assim sucessivamente até chegar ao último da fila. Nessa atividade, que houve intensa participação, notamos que a maioria tinha dificuldades de prender a bola aos pés, possivelmente pela falta de movimentação cotidiana em sala de aula. No entanto, depois de fazermos essa brincadeira por diversas vezes, pudemos observar que agilidade e destreza nos movimentos já se faziam presentes. È de suma importância que educadores tenham consciência de que há uma interdependência entre o corpo, a mente e o ambiente. Quando essa relação é percebida, notamos que as crianças aprendem melhor e com muito mais prazer.
 Uma atividade que fizemos e notamos que as crianças se envolveram de forma bem participativa e prazerosa foi o jogo da imaginação. Wallon nos salienta (GALVÂO, 2014) que a criança pequena utiliza seus gestos e sons para externar seus pensamentos.  Partindo desse pensamento, ampliamos o espaço da sala de aula de modo que todos ficassem sentados em circulo em quase todo o espaço, cantamos e relaxamos com a brincadeira pés de palhaços e pés de bailarina, onde eles movimentam a ponta dos pés esticando pra frente e pra trás. Em seguida sugerimos que todos se deitassem e fingissem estar dormindo. Logo acordaram e tinha um lago de gelatina no centro do circulo e todos deveriam tocar com as pontas dos pés a gelatina, chegando ao centro sem se levantar, apenas usando bumbum e mãos para se apoiarem. A partir daí, imaginamos muitas outras opções, piscina de gelatina, grama. Depois relaxamos e fingimos dormir e acordar dentro de uma floresta imensa e todos eram habitantes dessa floresta. Posteriormente, íamos acordando bem devagarzinho, ora como uma aranha (imitavam a aranha), ora como minhocas, tatu-bola, tigres, coelhos, pássaros grandes, pássaros pequenos. Desse modo, trabalhavam com diversidades de movimentos ao mesmo tempo em que usavam a imaginação e aprendiam utilizando também a imitação.
Nas primeiras observações detectamos que as crianças sempre muito quietas e tímidas, receosas umas com as outras. Até comentamos que nunca havíamos visto crianças naquela faixa etárias tão quietas.  Sendo assim, o movimento foi sim uma intervenção significativa para essa turma. Percebemos que a cada intervenção eles estavam mais participativos e envolvidos nas brincadeiras e movimentos exigidos. A barreira entre eles também foram sendo quebradas de maneira que interagia muito mais entre si de forma desenvolta, como também a divisão dos brinquedos. Dividia a mesma corda, a mesma bola sem tanto transtorno ou interferências de adultos. O lúdico como veiculo de aprendizagem é fundamental para as crianças e essa mistura do lúdico, com a arte de imitar os sons, os bichos,a representação da historia que ouviram,ajudam na aprendizagem, assim como nas melhoras das habilidades motoras (força, equilíbrio, flexibilidade, coordenação fina e ampla, lateralidade). Pois, segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil o conceito de movimento é:
 [...] O movimento humano, portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço: constitui-se em uma linguagem que permite às crianças agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor expressivo. (RCNEI/BRASIL, 1998 p. 15).


Sendo assim, o movimento assume uma importância na educação infantil que vai muito além dos períodos do recreio. Ele carrega o sentido de educar brincando e a proposta é que se repense a forma de educar estaticamente, pois o homem não é só mente, ele é mente e corpo que deve ser trabalhado conjuntamente.

CONCLUSÕES OU CONSIDERAÇÕES FINAIS

Percebe-se que com o intuito de se manter a “ordem” em sala de aula, alguns professores deixam de lado o trabalho com o movimento corporal, optando assim, por desenvolver atividade, dentro de uma perspectiva mecanicista. Portanto, é preciso entender que ao elaborar o planejamento da educação infantil, deve-se considerar que o movimento faz parte do ser infantil. Desse modo, cabe ao professor organizar propostas de atividades que aprimorem e desenvolvam o movimento corporal das crianças.

REFERÊNCIAS

GALVÃO, Izabel. Henri Wallon: Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. 13a edição. Petrópolis: Vozes, 2004.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.
MATTOS, M. G.; NEIRA, M.G. Educação Física infantil: construindo o movimento na escola. Guarulhos, SP: Phorte Editora, 2004.





[1] Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB. Bolsista de Iniciação à docência. Email:joanna.karoliny@hotmail.com
[2] Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB. Bolsista de Iniciação à docência. Email: gil_guerre_ira@hotmail.com.
[3] Coordenadora do PIBID- Linha de Ação Educação Infantil. Email: naiargolo@hotmail.com 

O BOLSISTA DO PIBID E SUAS APRENDIZAGENS


Leila Stolze Gomes

Joana Carolina de Souza Martins

Jorsinai de Argolo Souza


RESUMO

O presente trabalho trata-se de um relato das experiências como bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID,  subprojeto de Pedagogia, linha de ação da Educação Infantil, com o objetivo de apresentar vivências significativas na escola, a partir das intervenções com as crianças e, na universidade, durante os planejamentos e rodas de estudo com outros colegas bolsistas, supervisoras e coordenadora. Essas aprendizagens envolvem: o contato com o cotidiano escolar na educação infantil; a experiência com as crianças para observação e a preparação de uma intervenção pedagógica inovadora, lúdica; a metodologia direcionada ás necessidades específicas das turmas, considerando as diversidades em cada contexto individual; a troca de conhecimentos entre os professores atuantes da escola com os alunos do curso de Pedagogia e o conhecimento das políticas públicas para a educação infantil. Na escola, destacamos o momento do acolhimento, no início da aula, envolvendo todas as turmas e o momento literário em sala de aula. Aprendemos, durante o desenvolvimento dessas atividades, o quanto o professor precisa se atentar para a maneira como as crianças socializam entre si e sua cultura pessoal para então poder intervir de forma construtiva no desenvolvimento de cada uma, respeitando a diversidade, desconstruindo práticas que levam a exclusão seja por motivo de crenças, cor, etnia, gênero e classe social. Outro momento significativo foi a constatação da importância da observação para a prática do professor, pois indica o que precisa ser trabalhado com as crianças. Na nossa experiência, identificamos a necessidade de desenvolver atividades que contribuíssem na coordenação motora através de práticas e atividades que favorecessem a iniciativa e a criatividade das crianças, despertando o interesse pela escrita e pela criação de desenhos. Na universidade, nos momentos das reuniões de avaliação e estudos trocamos experiências, pesquisamos, estudamos obras de pesquisadores da área da Educação Infantil e salientamos a oportunidade de desenvolver um planejamento, através das sequencias didáticas. Comprovamos que o fato de saber o que fazer, para que fazer e como fazer contribui para que alcancemos resultados significativos no aprendizado das crianças. Após as vivências na escola e na universidade, estamos cientes da necessidade de ampliarmos nossos estudos e pesquisas no âmbito da educação infantil  e evidenciamos  que essa relação entre PIBID, escola parceira, supervisores, coordenadores e bolsistas promove o aprendizado dos futuros docentes,  diminuindo equívocos na prática dos futuros docentes. Desta maneira é imprescindível que as políticas públicas em educação contribuam e reconheçam o trabalho em conjunto entre a escola da educação básica e a universidade.


Palavras-chave: Aprendizagem. Bolsista. Docência. Pibid.




UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO PIBID: A PRÁTICA DA LITERATURA INFANTIL

Adenilde Alencar P. Matias

Patrícia Batista Bolsista

 Jorsinai de Argolo Souza

Resumo

 O presente trabalho relata a experiência da intervenção realizada em uma escola da rede municipal de Itapetinga/BA referente ao subprojeto de Pedagogia, linha de ação-Educação infantil do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID- CAPES.  Realizamos observações na turma de Pré II, turno matutino, de um centro de educação infantil e compreendemos que a observação é essencial para que os discentes da iniciação à docência consigam obter informações de como atender as necessidades das crianças. Durante as observações percebemos que as crianças partilham idéias, novidades e constroem novas parcerias. Sendo assim, ao longo das observações que realizamos na escola parceira, percebemos que mesmo diante de um acervo literário com excelentes obras, a Literatura Infantil não tinha um lugar de destaque na prática cotidiana da escola, bem como muitas das leituras utilizadas na sala pela regente não condizia com a realidade das crianças. Sendo assim, a partir das contribuições de Gomes (2011) e do Referencial Nacional Curricular para a Educação Infantil - RNCEI (1998) sobre a importância da Literatura no desenvolvimento das crianças,  produzimos a atividade de intervenção que foi construída através de discussões entre os bolsistas, as supervisoras e a coordenadora da linha de ação sobre as propostas a serem desenvolvidas com as crianças. Desse modo, as intervenções foram propostas a partir de projetos mensais com atividades de leitura e contação de histórias pelos bolsistas, reconto dos textos lidos, atividades artísticas e discussão dos temas das histórias pelas crianças, com os seguintes clássicos da Literatura Infantil: Patinho feio, A Joaninha e Quem tem medo de monstro. As atividades propostas apresentavam como objetivos incentivar o gosto pela literatura, expressar o que escutou a partir do texto lido e contextualizar o tema, relacionando-o com a sua realidade. Constatamos que, através da literatura, ajudamos ás crianças a se expressar por palavras, traduzindo suas dificuldades, suas ânsias, medos e gostos. Concluímos que a formação do docente, no que diz respeito à prática pedagógica com a Literatura Infantil, precisa de mais investimentos para que as crianças possam vivenciar as aprendizagens que a leitura proporciona.


Palavras-chave: Formação docente. Literatura Infantil. Pibid. Prática.

EDUCAÇÃO INFANTIL E MEIO AMBIENTE: UMA EXPERIÊNCIA COM MATERIAIS RECICLÁVEIS


Jorsinai de Argolo Souza

Narajane de Jesus de Souza Barreto

Raelma Santos de Carvalho Pereira

Vaneusa Pereira de Oliveira


Resumo

O presente trabalho relata a experiência desenvolvida no Centro de Educação Infantil Luíza Ferraz, escola parceira do Programa de Iniciação á Docência - PIBID, subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil com as crianças da turmas de Pré I e Pré II referente a importância da preservação do meio ambiente.  Sendo assim, a partir das orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2009) que afirmam que as práticas pedagógicas devem garantir “experiências que promovam a interação, o cuidado e a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais”, as bolsistas e supervisoras resolveram oportunizar ás crianças o contato com materiais recicláveis, despertando a sua consciência para a questão ambiental. Para tanto, foram planejadas e desenvolvidas intervenções no formato de oficina. A oficina de maior destaque foi a oficina de construção de brinquedos, a partir da reutilização de materiais recicláveis, em que as crianças transformaram rolinhos de papel higiênico em uma borboleta.  Essa experiência estava relacionada a leitura do texto A borboleta levada. Inicialmente entregamos o rolinho de papel higiênico para cada criança e perguntamos qual a cor que ela desejava pintar o corpo da borboleta. Em seguida, entregamos um pincel e a tinta da cor escolhida e deixamos que elas pintassem livremente. Logo depois, recolhemos os rolinhos pintados para deixar secar e distribuímos asas feitas, anteriormente pelas crianças, de papel ofício para realizarem uma pintura com lápis de cor. Por fim, colamos juntamente com as crianças as asas já pintadas nos rolinhos já com a pintura seca, deixamos depois que as crianças desenhassem  e fizesse o olho e a boca borboleta. A experiência de ver a produção de um brinquedo confeccionado por elas,  provocou muito entusiasmo nas crianças. Através dessa vivência de reaproveitamento de embalagens, às crianças perceberam que é possível dá um fim diferente ao lixo, usando criatividade e transformando o lixo reciclável em um brinquedo. Além disso, outras aprendizagens foram proporcionadas às crianças através da articulação entre diferentes áreas do conhecimento - respeito aos colegas durante o trabalho em grupo, incentivo à criatividade e imaginação artística e desenvolvimento da coordenação fina e ampla através do manuseio de materiais necessários à confecção da arte, ampliação dos conhecimentos sobre cores, formas, tamanhos. Evidenciamos que valores, atitudes e comportamentos adquiridos na infância podem ter impacto duradouro na vida. Sendo assim, a educação infantil é um espaço privilegiado para auxiliar as crianças em sua formação como sujeitos responsáveis do ponto de vista socioambiental realizando hábitos saudáveis para o meio ambiente nos diversos espaços do seu convívio.

Palavras-chave:  Educação infantil. Meio ambiente. Pibid. Reciclagem.













EMOÇÕES E MOTRICIDADE: UM RELATO DO MOMENTO DE ACOLHIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Gilmara Pereira Santos

Ana Flávia Brito Pales

Rosângela de Sousa Oliveira

Débora Almeida Guimarães

Jorsinai Argolo Souza

Resumo
O presente trabalho é fruto das vivências realizadas a partir do Programa de Iniciação a Docência- PIBID, subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB no centro de Educação Infantil Laudinei Silva Nascimento, onde identificou-se algumas situações de insegurança demonstradas  pelas crianças no momento de chegada à escola no início e durante o ano letivo. Desse modo, os bolsistas e supervisora, baseadas nas contribuições de Wallon (1992) que indica que a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa se articulam e que as emoções dependem fundamentalmente dos espaços para se manifestarem bem, resolveram realizar atividades de motricidade no momento da entrada, no área externa da escola,  com o objetivo de proporcionar  bem-estar, conforto e segurança emocional para as crianças durante o período que estão na escola.  Para tanto, realizam mensalmente um cronograma de atividades lúdicas que contemplam atividades relacionadas a: música,  dança, contação de histórias utilizando fantoches, dramatização de histórias e brincadeiras envolvendo sempre o movimento corporal das crianças.  Essas atividades são realizadas semanalmente, no início das aulas, com todas as turmas de Pré I e Pré II da escola e conta com a participação de todos os professores, coordenadores e direção da escola. Através de um cronograma, cada dupla de bolsitas assume a responsabilidade de planejar e executar as atividades semanalmente, contando com a participação de todos os outros bolsistas. A partir de relatos das crianças e das professoras, identificaram que esse momento tem sido bastante significativo, prazeroso e acolhedor, destacando-se a intensa participação e envolvimento das crianças durante as atividades lúdicas propostas, bem como o fortalecimento das interações entre criança-criança e criança-adulto. Outra contribuição, relatada pelas professoras, é que, quando as crianças chegam a suas classes, encontram-se mais dispostas e tranquilas. Constatamos, portanto, a importância de reconhecermos e atendermos as necessidades infantis no que diz respeito aos sentimentos e as emoções. Desse modo, necessário se faz planejar com qualidade o acolhimento para as crianças da Educação Infantil porque é bom para toda criança ser bem recebida e ter a possibilidade de expressar suas emoções que têm papel preponderante no desenvolvimento infantil.


Palavras-chave: Acolhimento. Educação Infantil. Emoções. Motricidade. Pibid.





RELATO DE EXPERIÊNCIA: A RELAÇÃO TEORIA E PRÁTICA NO PIBID


Êmille da Silva Cabral

Fabrícia Vieira Ribeiro

Jorsinai de Argolo Souza

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo apresentar um relato de experiências proporcionadas pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB,  sob a coordenação da professora Jorsinai de Argolo Souza na escola parceira - Centro de Educação Infantil Professora Luiza Ferraz. O Subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil, está estruturado em dois momentos: encontros de formação na universidade que subsidia o segundo momento que, por sua vez, trata-se das ações desenvolvidas junto às escolas parceiras ao Subprojeto. Desse modo, o PIBID nos proporciona a possibilidade de podermos colocar a teoria aprendida na universidade em prática na sala de aula, pois um dos objetivos do programa é justamente contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos docentes (FREIRE, 1996). Após as reuniões de formação do subprojeto, partimos para as observações, durante três semanas, para identificarmos as carências da sala onde iríamos aplicar a intervenção. Através das observações, percebemos uma dificuldade de concentração das crianças durante o desenvolvimento das atividades propostas, bem como dificuldades relativas à coordenação motora.  Sendo assim, as intervenções foram realizadas a partir de atividades lúdicas (CUNHA, 2001) e envolviam colagem, pintura, jogos e brincadeiras: exercícios de coordenação motora (alinhavo), jogo do bingo dos nomes, confecção de um quebra- cabeça com as letras do nome de cada criança, construção de mural com palitos de acordo com o número correspondente de letras do nome de cada criança, dentre outras. Após as intervenções foi possível notar  um avanço positivo na melhoria da concentração das crianças, bem como na coordenação motora, comprovando que as atividades lúdicas favorecem a motricidade e a criatividade através do prazer. Concluímos que o PIBID tem uma importância fundamental na formação acadêmica dos futuros docentes, pois nos proporciona a oportunidade de colocar em prática a teoria que aprendemos no curso de licenciatura, bem como estamos certas de que, como nos diz Freire (1996), não há docência sem discência, as duas se explicam, ou seja, nós ensinamos e também aprendemos com nossos alunos.


Palavras-chave: Formação docente. PIBID. Prática. Teoria.






CONTRIBUIÇÕES DO PIBID NA FORMAÇÃO E PRÁTICA DOCENTE

              Denise Carvalho dos Santos
                                                            denylety@hotmail.com

                                                         Valdicélia Santos Chaves
                                                       valdicelia300481@gmail.com

                                                     Jorsinai de Argolo Souza
                                                               naiargolo@hotmail.com
          

Resumo

Este trabalho refere-se a um relato das experiências como bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil, cujo objetivo é  demonstrar a contribuição do PIBID na formação inicial dos licenciados, tendo em vista os seguintes objetivos do programa (CAPES, 2013): elevar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integração entre educação superior e educação básica e contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos docentes, elevando a qualidade das ações acadêmicas nos cursos de licenciatura. Desse modo, considerando que o PIBID oportuniza vivências de atividades didático-pedagógicas em escolas públicas de ensino básico e aprimora a formação dos futuros docentes, relataremos as experiências que vivenciamos, durante atividades de observações e intervenções, na escola parceira em uma turma de Pré II, composta por 24 alunos, com idades entre 5 e 6 anos. Ao longo das observações, identificamos à necessidade de se trabalhar a questão da motricidade, com o objetivo de favorecer o desenvolvimento do esquema corporal, do equilíbrio, da atenção, da agilidade e da cooperação entre ás crianças. Para tanto, realizamos quatro intervenções e utilizamos jogos e brincadeiras, tais como: futebol de tecido, o circuito da motricidade, brincadeira de cabo de guerra, dentre outras. Evidenciamos que a escolha em trabalhar a motricidade, através de jogos e brincadeiras, foi significativa e dinâmica para a aprendizagem das crianças, pois podemos afirmar que foram proporcionados momentos de interação entre as mesmas. Verificamos que quando integramos a Psicomotricidade às atividades escolares, temos como resultado a ajuda na vivência em grupo, pois por meio das atividades psicomotoras as crianças precisam aceitar regras, e, quando começam a ter essa compreensão, mais facilmente aceitarão as regras da vida social. Através desse relato, identificamos que a participação no PIBID contribui significativamente na formação inicial dos graduandos através da aproximação com a realidade escolar, possibilitando a efetiva relação entre a teoria e a prática, ou seja, entre os saberes acadêmicos e os saberes experienciais, conforme Freire (1996).


Palavras chaves: Docente. Formação inicial. Pibid. Prática pedagógica.