segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO PIBID: A PRÁTICA DA LITERATURA INFANTIL

Adenilde Alencar P. Matias

Patrícia Batista Bolsista

 Jorsinai de Argolo Souza

Resumo

 O presente trabalho relata a experiência da intervenção realizada em uma escola da rede municipal de Itapetinga/BA referente ao subprojeto de Pedagogia, linha de ação-Educação infantil do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID- CAPES.  Realizamos observações na turma de Pré II, turno matutino, de um centro de educação infantil e compreendemos que a observação é essencial para que os discentes da iniciação à docência consigam obter informações de como atender as necessidades das crianças. Durante as observações percebemos que as crianças partilham idéias, novidades e constroem novas parcerias. Sendo assim, ao longo das observações que realizamos na escola parceira, percebemos que mesmo diante de um acervo literário com excelentes obras, a Literatura Infantil não tinha um lugar de destaque na prática cotidiana da escola, bem como muitas das leituras utilizadas na sala pela regente não condizia com a realidade das crianças. Sendo assim, a partir das contribuições de Gomes (2011) e do Referencial Nacional Curricular para a Educação Infantil - RNCEI (1998) sobre a importância da Literatura no desenvolvimento das crianças,  produzimos a atividade de intervenção que foi construída através de discussões entre os bolsistas, as supervisoras e a coordenadora da linha de ação sobre as propostas a serem desenvolvidas com as crianças. Desse modo, as intervenções foram propostas a partir de projetos mensais com atividades de leitura e contação de histórias pelos bolsistas, reconto dos textos lidos, atividades artísticas e discussão dos temas das histórias pelas crianças, com os seguintes clássicos da Literatura Infantil: Patinho feio, A Joaninha e Quem tem medo de monstro. As atividades propostas apresentavam como objetivos incentivar o gosto pela literatura, expressar o que escutou a partir do texto lido e contextualizar o tema, relacionando-o com a sua realidade. Constatamos que, através da literatura, ajudamos ás crianças a se expressar por palavras, traduzindo suas dificuldades, suas ânsias, medos e gostos. Concluímos que a formação do docente, no que diz respeito à prática pedagógica com a Literatura Infantil, precisa de mais investimentos para que as crianças possam vivenciar as aprendizagens que a leitura proporciona.


Palavras-chave: Formação docente. Literatura Infantil. Pibid. Prática.

EDUCAÇÃO INFANTIL E MEIO AMBIENTE: UMA EXPERIÊNCIA COM MATERIAIS RECICLÁVEIS


Jorsinai de Argolo Souza

Narajane de Jesus de Souza Barreto

Raelma Santos de Carvalho Pereira

Vaneusa Pereira de Oliveira


Resumo

O presente trabalho relata a experiência desenvolvida no Centro de Educação Infantil Luíza Ferraz, escola parceira do Programa de Iniciação á Docência - PIBID, subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil com as crianças da turmas de Pré I e Pré II referente a importância da preservação do meio ambiente.  Sendo assim, a partir das orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2009) que afirmam que as práticas pedagógicas devem garantir “experiências que promovam a interação, o cuidado e a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais”, as bolsistas e supervisoras resolveram oportunizar ás crianças o contato com materiais recicláveis, despertando a sua consciência para a questão ambiental. Para tanto, foram planejadas e desenvolvidas intervenções no formato de oficina. A oficina de maior destaque foi a oficina de construção de brinquedos, a partir da reutilização de materiais recicláveis, em que as crianças transformaram rolinhos de papel higiênico em uma borboleta.  Essa experiência estava relacionada a leitura do texto A borboleta levada. Inicialmente entregamos o rolinho de papel higiênico para cada criança e perguntamos qual a cor que ela desejava pintar o corpo da borboleta. Em seguida, entregamos um pincel e a tinta da cor escolhida e deixamos que elas pintassem livremente. Logo depois, recolhemos os rolinhos pintados para deixar secar e distribuímos asas feitas, anteriormente pelas crianças, de papel ofício para realizarem uma pintura com lápis de cor. Por fim, colamos juntamente com as crianças as asas já pintadas nos rolinhos já com a pintura seca, deixamos depois que as crianças desenhassem  e fizesse o olho e a boca borboleta. A experiência de ver a produção de um brinquedo confeccionado por elas,  provocou muito entusiasmo nas crianças. Através dessa vivência de reaproveitamento de embalagens, às crianças perceberam que é possível dá um fim diferente ao lixo, usando criatividade e transformando o lixo reciclável em um brinquedo. Além disso, outras aprendizagens foram proporcionadas às crianças através da articulação entre diferentes áreas do conhecimento - respeito aos colegas durante o trabalho em grupo, incentivo à criatividade e imaginação artística e desenvolvimento da coordenação fina e ampla através do manuseio de materiais necessários à confecção da arte, ampliação dos conhecimentos sobre cores, formas, tamanhos. Evidenciamos que valores, atitudes e comportamentos adquiridos na infância podem ter impacto duradouro na vida. Sendo assim, a educação infantil é um espaço privilegiado para auxiliar as crianças em sua formação como sujeitos responsáveis do ponto de vista socioambiental realizando hábitos saudáveis para o meio ambiente nos diversos espaços do seu convívio.

Palavras-chave:  Educação infantil. Meio ambiente. Pibid. Reciclagem.













EMOÇÕES E MOTRICIDADE: UM RELATO DO MOMENTO DE ACOLHIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Gilmara Pereira Santos

Ana Flávia Brito Pales

Rosângela de Sousa Oliveira

Débora Almeida Guimarães

Jorsinai Argolo Souza

Resumo
O presente trabalho é fruto das vivências realizadas a partir do Programa de Iniciação a Docência- PIBID, subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB no centro de Educação Infantil Laudinei Silva Nascimento, onde identificou-se algumas situações de insegurança demonstradas  pelas crianças no momento de chegada à escola no início e durante o ano letivo. Desse modo, os bolsistas e supervisora, baseadas nas contribuições de Wallon (1992) que indica que a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa se articulam e que as emoções dependem fundamentalmente dos espaços para se manifestarem bem, resolveram realizar atividades de motricidade no momento da entrada, no área externa da escola,  com o objetivo de proporcionar  bem-estar, conforto e segurança emocional para as crianças durante o período que estão na escola.  Para tanto, realizam mensalmente um cronograma de atividades lúdicas que contemplam atividades relacionadas a: música,  dança, contação de histórias utilizando fantoches, dramatização de histórias e brincadeiras envolvendo sempre o movimento corporal das crianças.  Essas atividades são realizadas semanalmente, no início das aulas, com todas as turmas de Pré I e Pré II da escola e conta com a participação de todos os professores, coordenadores e direção da escola. Através de um cronograma, cada dupla de bolsitas assume a responsabilidade de planejar e executar as atividades semanalmente, contando com a participação de todos os outros bolsistas. A partir de relatos das crianças e das professoras, identificaram que esse momento tem sido bastante significativo, prazeroso e acolhedor, destacando-se a intensa participação e envolvimento das crianças durante as atividades lúdicas propostas, bem como o fortalecimento das interações entre criança-criança e criança-adulto. Outra contribuição, relatada pelas professoras, é que, quando as crianças chegam a suas classes, encontram-se mais dispostas e tranquilas. Constatamos, portanto, a importância de reconhecermos e atendermos as necessidades infantis no que diz respeito aos sentimentos e as emoções. Desse modo, necessário se faz planejar com qualidade o acolhimento para as crianças da Educação Infantil porque é bom para toda criança ser bem recebida e ter a possibilidade de expressar suas emoções que têm papel preponderante no desenvolvimento infantil.


Palavras-chave: Acolhimento. Educação Infantil. Emoções. Motricidade. Pibid.





RELATO DE EXPERIÊNCIA: A RELAÇÃO TEORIA E PRÁTICA NO PIBID


Êmille da Silva Cabral

Fabrícia Vieira Ribeiro

Jorsinai de Argolo Souza

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo apresentar um relato de experiências proporcionadas pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB,  sob a coordenação da professora Jorsinai de Argolo Souza na escola parceira - Centro de Educação Infantil Professora Luiza Ferraz. O Subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil, está estruturado em dois momentos: encontros de formação na universidade que subsidia o segundo momento que, por sua vez, trata-se das ações desenvolvidas junto às escolas parceiras ao Subprojeto. Desse modo, o PIBID nos proporciona a possibilidade de podermos colocar a teoria aprendida na universidade em prática na sala de aula, pois um dos objetivos do programa é justamente contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos docentes (FREIRE, 1996). Após as reuniões de formação do subprojeto, partimos para as observações, durante três semanas, para identificarmos as carências da sala onde iríamos aplicar a intervenção. Através das observações, percebemos uma dificuldade de concentração das crianças durante o desenvolvimento das atividades propostas, bem como dificuldades relativas à coordenação motora.  Sendo assim, as intervenções foram realizadas a partir de atividades lúdicas (CUNHA, 2001) e envolviam colagem, pintura, jogos e brincadeiras: exercícios de coordenação motora (alinhavo), jogo do bingo dos nomes, confecção de um quebra- cabeça com as letras do nome de cada criança, construção de mural com palitos de acordo com o número correspondente de letras do nome de cada criança, dentre outras. Após as intervenções foi possível notar  um avanço positivo na melhoria da concentração das crianças, bem como na coordenação motora, comprovando que as atividades lúdicas favorecem a motricidade e a criatividade através do prazer. Concluímos que o PIBID tem uma importância fundamental na formação acadêmica dos futuros docentes, pois nos proporciona a oportunidade de colocar em prática a teoria que aprendemos no curso de licenciatura, bem como estamos certas de que, como nos diz Freire (1996), não há docência sem discência, as duas se explicam, ou seja, nós ensinamos e também aprendemos com nossos alunos.


Palavras-chave: Formação docente. PIBID. Prática. Teoria.






CONTRIBUIÇÕES DO PIBID NA FORMAÇÃO E PRÁTICA DOCENTE

              Denise Carvalho dos Santos
                                                            denylety@hotmail.com

                                                         Valdicélia Santos Chaves
                                                       valdicelia300481@gmail.com

                                                     Jorsinai de Argolo Souza
                                                               naiargolo@hotmail.com
          

Resumo

Este trabalho refere-se a um relato das experiências como bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), subprojeto de Pedagogia, linha de ação Educação Infantil, cujo objetivo é  demonstrar a contribuição do PIBID na formação inicial dos licenciados, tendo em vista os seguintes objetivos do programa (CAPES, 2013): elevar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integração entre educação superior e educação básica e contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos docentes, elevando a qualidade das ações acadêmicas nos cursos de licenciatura. Desse modo, considerando que o PIBID oportuniza vivências de atividades didático-pedagógicas em escolas públicas de ensino básico e aprimora a formação dos futuros docentes, relataremos as experiências que vivenciamos, durante atividades de observações e intervenções, na escola parceira em uma turma de Pré II, composta por 24 alunos, com idades entre 5 e 6 anos. Ao longo das observações, identificamos à necessidade de se trabalhar a questão da motricidade, com o objetivo de favorecer o desenvolvimento do esquema corporal, do equilíbrio, da atenção, da agilidade e da cooperação entre ás crianças. Para tanto, realizamos quatro intervenções e utilizamos jogos e brincadeiras, tais como: futebol de tecido, o circuito da motricidade, brincadeira de cabo de guerra, dentre outras. Evidenciamos que a escolha em trabalhar a motricidade, através de jogos e brincadeiras, foi significativa e dinâmica para a aprendizagem das crianças, pois podemos afirmar que foram proporcionados momentos de interação entre as mesmas. Verificamos que quando integramos a Psicomotricidade às atividades escolares, temos como resultado a ajuda na vivência em grupo, pois por meio das atividades psicomotoras as crianças precisam aceitar regras, e, quando começam a ter essa compreensão, mais facilmente aceitarão as regras da vida social. Através desse relato, identificamos que a participação no PIBID contribui significativamente na formação inicial dos graduandos através da aproximação com a realidade escolar, possibilitando a efetiva relação entre a teoria e a prática, ou seja, entre os saberes acadêmicos e os saberes experienciais, conforme Freire (1996).


Palavras chaves: Docente. Formação inicial. Pibid. Prática pedagógica. 





terça-feira, 20 de dezembro de 2016

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O TEATRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: POSSIBILIDADES DE EXPRESSÕES E DESENVOLVIMENTO DA LÍNGUA

O presente relato, é resultado da sequencia didática sobre linguagens da arte – teatro - realizado na escola de educação infantil Lauidinei Nascimento desenvolvido durante três dias de monitoria didática na escola.
A história escolhida para a atividade foi “Dona Baratinha” de Ana Maria Machado, pois permitiria a participação de todas as crianças em decorrência do grande número de personagens, uma vez que a proposta da sequência didática seria o envolvimento destas, de modo que as possibilitassem diversas práticas de linguagem e autonomia de atuação.
No primeiro momento, exibimos um vídeo ilustrativo que abordava o conto da história, permitindo um maior encantamento, levando-os a desenvolverem gestos interpretativos, uma vez que a criança é produtora de diversas culturas, e cria sua própria história a partir de outros fatos. Diante das diversas linguagens que a criança expressa, possibilita a inserção desta no mundo letrado e social, tornando-a agente do processo social-cultural e produtora deste. Pois, as
“experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças.” (BRASIL, 1998 p.117)

            É a partir da escola, principalmente, que a criança dispõe de mecanismos que ampliem seus conhecimentos.
            No segundo momento, discutimos sobre as características de cada personagem, a emissão dos sons que é realizado por cada animal e sua importância na floresta. Os sentidos foram tomando forma de acordo ao que mais lhes chamaram a atenção.
            Em seguida, através do recorte e pintura, as crianças deram vida aos personagens, realizando-se a confecção de máscaras, que posteriormente foram utilizadas por elas na atuação do reconto da história. A medida que esta era contada cada criança que possuía a máscara correspondente ao animal citado se levantava para dramatizar e transmitir a fala associada ao seu personagem, essa atuação deu-se de forma espontânea, participativa tanto referente ao seu papel, quanto aos demais expressados pelos colegas.
            No terceiro e último momento, realizou-se para as três turmas participantes do projeto a encenação da história. A mesma foi contada pela colega Alana e teve a colaboração da supervisora e demais bolsistas. A atuação ficou na responsabilidade das bolsistas Angélica e Rejane, uma vez que em decorrência do tempo fechado, não pudemos socializar no pátio da escola. Desta vez, as crianças tornaram-se ouvintes com participações sucinta, ao entoarem o canto da Dona Baratinha, a cada momento em que ela esperava por um noivo a sua janela.
       Enfim, destacamos que essa atuação tornou-se de grande relevância para a desenvolvimento da linguagem e espontaneidade de interação entre as crianças.

REFERÊNCIA

BRASIL. Ministério da Educação e do Desposto. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.

Por: Angélica e Rejane