terça-feira, 29 de setembro de 2015

INTERVENÇÕES SOBRE O FOLCLORE NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL PROFESSORA LUIZA FERRAZ



Podemos definir o folclore com um conjunto de lendas, histórias, estórias, cantigas e brincadeiras que são passadas de geração em geração. Fazem parte de atividades básicas que contribuem para o desenvolvimento físico, motor, emocional e social da criança.
Procurando valorizar os conhecimentos culturais já existentes e estimular a imaginação das crianças realizamos, durante o mês de agosto, intervenções baseadas nas manifestações populares e com produções de personagens folclóricos. Estabelecer relações do folclore com a oralidade foi inevitável, pois proporcionou um resgate do contexto real e imaginário, o que contribui de forma significativa para o desenvolvimento das crianças.
Houve a contação de lendas, que são narrativas transmitidas oralmente com o objetivo de explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais para as crianças. Para isso, houve uma mistura de fatos reais com imaginários. Misturamos a história e a fantasia de forma teatral. As lendas foram sendo contadas ao longo das semanas.
Usar fatos reais e antigas, pode dar suporte às histórias e junto com elas envolver a imaginação para “aumentar um ponto” na realidade. Faz parte da realidade cultural de todos os povos. Assim como os mitos, fornecem explicações aos fatos que não são explicáveis pela ciência ou pela lógica. Essas explicações, porém, são mais facilmente aceitas, pois apesar de ser fruto da imaginação não são necessariamente sobrenaturais ou fantásticas.


Por: Luana Silveira e Vânia Moreira

domingo, 13 de setembro de 2015

RODA DE ESTUDO E FORMAÇÃO - PIBID EDUCAÇÃO INFANTIL




CORRESPONDÊNCIAS ENTRELAÇADAS: PERCURSOS DE PESQUISA COM FOTOGRAFIA

Ana Elisabete Lopes
Denise Sampaio Gusmão
Cristina Laclette Porte

Em mais uma reunião de formação do PIBID Educação Infantil, tivemos a oportunidade de refletirmos e discutirmos um rico texto, que nos trouxe um novo olhar para a utilização das fotografias como instrumento de pesquisa e análise no contexto educacional. Com a presença de todos os bolsistas, supervisoras e coordenadora, exploramos a pesquisa acima citada e tiramos grandes proveitos para as nossas ações de pesquisas vivenciadas nas escolas atendidas pelo programa.
De início, as autoras esclarecem o percurso da pesquisa, a sua relevância e os objetivos a serem conquistados com essa discussão. Tendo como meta demonstrar a importância das fotografias para a pesquisa, as autoras trazem para conflito a banalização desta ferramenta nos dias atuais e demonstram de forma clara e concreta a importância de se utilizar algo tão simples e eficaz como recurso para as pesquisas acadêmicas.
O texto é dividido em três grandes partes: Fotografia e Educação; Fotografia e Memória; Fotografia, Infância e Cultura Lúdica. Na sequência deste relato, mostraremos de forma sucinta a essência de cada tópico e buscaremos refletir os aspectos mais relevantes da pesquisa.

Fotografia e educação

As autoras demonstram neste ponto como a fotografia pode ser uma forte aliada no fazer pedagógico e na metodologia de pesquisa, pois ela tem a capacidade de registrar as mais variadas situações que muitas das vezes passam despercebidas aos nossos olhos. A fotografia abre novos olhares para todos os envolvidos, os quais são compartilhados, construindo novas perspectivas e análises sobre o processo de ensino e aprendizagem.
A linguagem fotográfica estabelece uma ligação dialógica entre a palavra e a imagem, uma necessidade que o ser humano está sempre buscando satisfazer. Lopes vem nos dizer como a fotografia dialoga com a realidade e contribui para a construção do olhar crítico do indivíduo.

Como meio, a fotografia dialoga com a realidade que pretende representar, com o contexto sociocultural e com os sujeitos envolvidos no ato fotográfico. Ao mesmo tempo, a mediação propiciada por esse meio favorece a revelação de subjetividades, a explicitação das diferentes formas de ver o mundo e a percepção das influencias históricas e culturais implícitas na construção do olhar. (PORTO, GUSMÃO apud LOPES, p.115,)

No exercício desta construção do olhar, o indivíduo entrará em um processo de metamorfose, na qual ele terá que deixar para traz os velhos conceitos estabelecidos, para que possam desencadear uma consciência crítica diante dos acontecimentos que ocorre dentro da sociedade em que vive.
Através deste olhar crítico o corpo integrante da escola, pode rever e repensar suas práticas, visualizando o que pode ser mudado para melhorar o processo de ensino- aprendizagem.

Fotografia, memória e narrativa

Neste outro ponto as autoras trazem um pequeno relato da desmemoria do povoado do Córrego no interior de Minas Gerais, o qual foi perdendo as tradições com a chegada da luz elétrica que com ela trouxe a televisão, fazendo com que as pessoas perdessem o hábito de dialogar entre si, trocando experiências e costumes.
Através da fotografia as autoras foram ao povoado a pedindo de uma das moradoras que se chamava Maria de Lourdes Souza, para resgatar a memória dos antepassado que ali viveram. Organizaram então, uma feira, onde todos os moradores foram convidados a participarem ativamente para trocarem experiências vividas e registrarem por meio da fotografia todos os momentos.
No segundo momento que foi a exposição das fotografias, percebeu-se então, que houve um diálogo maior entre idosos e jovens, demonstrando assim os impactos da experiência realizada por todos.
A imagem fotográfica foi de suma importância nesta pequena cidade, pois a partir dela os moradores deram novos resssignificados as seus costumes, crenças e tradições. Por meio dela foram se escavando narrativas de histórias locais que já estavam esquecidas na memória, se tornando essencial no processo rememoração daquelas pessoas.

Fotografia, infância e cultura lúdica

Neste último tópico, a autora trouxe como relato para sua pesquisa, a importância das fotografias de uma brinquedoteca desativada. Pois, a mesma atuou como coordenadora deste lugar e tinha como prática, registrar momentos de brincadeiras e interações das crianças que ali estavam presentes.
Em sequência a pesquisadora buscou fazer um contraponto entre as fotos registradas na brinquedoteca e suas fotos de família, em que apareciam seus avós quando criança com uma outra postura infantil, demonstrando como eram percebidas as crianças daquela época, início do século XX e as crianças do século XXI. Nas fotos da brinquedoteca, apareciam crianças descontraídas, se relacionando umas com as outras ou sozinhas, dando a transparecer as culturas infantis, a atuação da criança na sociedade e o seu papel quanto formadora e construtora social. Já em suas fotos de família, apareciam crianças engessadas, com poses e postura de adultos, trazendo um outro sentido para o sentimento de infância daquela época.
Um outro aspecto que é trazido neste tópico, é a questão da rememoração, prática esta, que ajudou a pesquisadora a relembrar diversos fatores fixados nas fotos, como o desenvolvimento da cultura presente naqueles momentos e até mesmo o próprio ato de brincar vivenciado por ela mesma em sua infância.
De modo geral a autora deixa claro que as fotografias nos possibilitam reconstruir alguns dos momentos perdidos de nossa mente, nos remetendo a várias instancias que com o passar dos anos foram esquecidas e adormecidas em nosso consciente.

Considerações finais

Com tudo o que foi apresentado, tivemos a certeza de que as propostas manifestadas pelas autoras, trouxeram grandes reflexões para a nossas futuras atuações quanto pesquisadores no programa. Tomar a fotografia como instrumento de pesquisa, nos abre diversas possibilidades de direcionarmos nossas observações para os diversos momentos significativos que foram registrados por câmeras e olhares.
Por tanto, esperamos que este relato possa ampliar a discussão desta temática para os demais leitores, possibilitando uma maior conscientização acerca da proposta discutida e um novo olhar para a utilização deste instrumento nas diversas pesquisas a serem realizadas.


Por Rainan Sena e Glaziane Santos – Bolsitas do PIBID Educação Infantil.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

AÇÕES DO PIBID E.I. NA ESCOLA LUIZA FERRAZ



MOMENTOS DE ACOLHIDA NO PÁTIO!!!



HISTORINHAS COM FANTOCHES E ATIVIDADES DE MOVIMENTO!!!




INTERVENÇÕES E MONITORIAS EM SALA DE AULA!!!



PROJETO POESIA E CONFECÇÃO DE PALITOCHES!!!



MOMENTOS ARTÍSTICOS NO DIA DO FOLCLORE!!!



sábado, 22 de agosto de 2015

ALGUMS MOMENTOS DO PIBID NA ESCOLA LAUDINEI NASCIMENTO


MOMENTOS DE ACOLHIDA!

-TEATRO DE FANTOCHES 
-LEITURAS DIVERSAS
-ATIVIDADE DE MOVIMENTO
-MOMENTOS MUSICAIS
-CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

 RODINHAS DE HISTÓRIAS!

-LEITURAS DE POEMAS, FÁBULAS, TEXTOS INFORMATIVOS, LENDAS, ETC...
-TAPETE DE HISTÓRIAS, PALITOCHES, FANTOCHES, LIVROS GIGANTES, VÍDEOS, ENTRE OUTROS
-CONVERSAS E SOCIALIZAÇÕES




MOMENTOS ARTÍSTICOS!

-CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS, FANTOCHES, MOSAICOS, PINTURAS, RECORTE E COLAGEM!
 MOMENTOS MUSICAIS COM BANDINHA RÍTMICA!

-ATIVIDADES RÍTMICAS, DINÂMICAS MUSICAIS, EXPRESSÃO ORAL E CORPORAL, CANTO E PERCEPÇÃO MUSICAL!

 DATAS COMEMORATIVAS!

-DIA DA FAMÍLIA
-DIA DO ESTUDANTE
-DIA DO FOLCLORE
-DIA DO ÍNDIO
-DIA DO CIRCO
-DIA DA ÁGUA
-ENTRE OUTROS...





PROJETOS E INTERVENÇÕES! ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, MOVIMENTO, ARTE E LUDICIDADE, COORDENAÇÃO MOTORA, BRINCADEIRA, RELAÇÕES ETNICORRACIAIS, GÊNERO E SEXUALIDADE, ENTRE OUTROS.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

DEPOIMENTO DAS PROFESSORAS SOBRE O PIBID NA ESCOLA LAUDINEI NASCIMENTO



DENE, PROFESSORA DO PRÉ 2 MATUTINO


CRISTIANE, PROFESSORA DO PRÉ 1 MATUTINO



VITÓRIA, PROFESSORA DO PRÉ 2 MATUTINO


DÉBORA, SUPERVISORA DO PIBID E PROFESSORA DO PRÉ 2 MATUTINO








sábado, 15 de agosto de 2015

O PIBID NA ESCOLA LUIZA FERRAZ




Iniciamos o segundo semestre de atividades desenvolvidas pelo PIBID na Escola Luíza Ferraz, com o pé direito. A partir das observações realizadas em cada uma das turmas trabalhadas, organizamos o planejamento das atividades para o mês de julho contando com o envolvimento e criatividade dos bolsistas.
O que ficou decidido com o grupo foi a realização de uma atividade de intervenção, de forma coletiva, envolvendo todos os bolsistas para todas as turmas da escola no pátio, no horário de inicio das atividades do turno vespertino; e a outra na turma de cada bolsista, como propõe o programa. Procuramos planejar atividades prazerosas para as crianças, considerando as situações sinalizadas pelos bolsistas, a saber: movimento, interação, desenho e coordenação motora fina e ampla.
Sendo assim, os bolsistas organizaram apresentações envolvendo dramatização, corpo e movimento e interagiam com as crianças. A cada semana, percebia-se o envolvimento deles com as turmas e também com as professoras. Todos ansiosos, aguardavam a surpresa do dia. Quanto as atividades realizadas, em sala de aula, também foram significativas e contribuíram muito para o desenvolvimento das crianças.
Percebemos também a oportunidade riquíssima que o PIBID está oferecendo para a formação dos bolsistas. Cada dia, eles estão mais envolvidos no processo do ensino-aprendizagem.
É muito gratificante quando o trabalho é reconhecido. A auto-estima sobe e a cada dia a vontade de acertar e melhorar são cada vez maiores. Agradecemos a oportunidade, à direção da escola, aos professores colaboradores e as demais professoras e funcionários pelo espaço e oportunidade. Esperem...! Vem mais coisa legal por aí!!!!!

Por Raelma Santos - Supervisora da Escola Luiza Ferraz

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O FANTOCHE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

História com fantoches no pátio da Escola Luiza Ferraz

Na educação infantil, variadas razões nos levam a trabalhar os fantoches dentro da sala de aula, pois nós educadores temos o papel de proporcionar as possibilidades de aprendizagem provocadas pelo mundo mágico que há no trabalho com os fantoches, que contribuem no desenvolvimento integral das crianças. Inclusive, ao se trabalhar com fantoches, podemos usar materiais muito barato e até mesmo usados ou reciclados, e assim podemos mostrar para as crianças, por exemplo, a importância da sustentabilidade.
O teatro de fantoches assim como todos os outros jogos de dramatização e faz-de-conta, acabam ajudando a criança a construir a própria identidade, pois, nestes jogos, ela poderá desempenhar diversos papéis sociais (personagens) e experimentar diferentes sensações e emoções.
Nas mãos da criança, o fantoche deixa de ser um objeto e torna-se um papel, cria vida, tem uma ação e uma identidade. Nessas brincadeiras livres, aparentemente despretensiosas, as crianças poderão expressar seus conflitos, bem como aprenderão a conviver em harmonia, visto que, naturalmente, brincarão em grupo, e terão de combinar entre si as regras da brincadeira, além de contar com o espírito de solidariedade e cooperação.
Então, poder levar até as crianças uma ideia diferente como o teatro de fantoches, poderá fazer com que a criança aumente o seu interesse sobre determinado assunto, porque naquele instante ela se adentrará a um mundo mágico sobre o tema passado em sala de aula, que com esta ferramenta pedagógica se tornará mais interessante de ser entendida pelos alunos.
A utilização dos fantoches dentro da Educação Infantil é de fato muito relevante para se construir uma aprendizagem lúdica e bem divertida, pois o uso do fantoche facilitará ao professor trabalhar diversas coisas utilizando os personagens das histórias.  O que se pode perceber de mais interessante nessa atividade, é a alegria que é percebida e passada para as crianças com os fantoches, e assim pode fazer com que as crianças também participem e entrem na história ali contada, que geralmente são caracterizadas através das músicas e dos diálogos dos personagens. Desse modo, tivemos a oportunidade de sentir e perceber de perto a importância que é de se trabalhar com as crianças contos a partir do uso dos fantoches.
Inicialmente foi contada uma historinha para as crianças com o uso dos fantoches. Aproveitando a influência marcante dessa atividade, foi trabalhado um mural sobre a mesma história. As crianças pintaram e ornamentaram um mural e montaram com dobraduras e massinhas de modelar a história da Borboleta Azul e a lagarta verde. Aproveitamos a oportunidade e também trabalhamos noções de cores e interpretação do texto.
Em seguida, chamamos a frente algumas crianças para recontar a história aos colegas.  E muitos, com desenvoltura, recontaram sem pestanejar; enquanto outros, mais tímidos, contavam do seu jeitinho o que se passou com a borboleta azul e a lagarta verde.
Essa atividade faz parte do projeto “Poesias” e conta com a participação de todos os pibideiros que atuam na Escola Luíza Ferraz. É um   trabalho coletivo que acontece no pátio da escola, antes das crianças entrarem em sala de aula. Isso tem ajudado a interação tanto das crianças, quanto dos colegas do Pibid e da supervisora Raelma Santos, que idealizou essa ação que vem proporcionando outras vivências significativas nas e para as intervenções dos pibideiros.  

Por Jemimah Dallet e Reinaldo Santos